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OCDE reconhece recessão

Paris, 13 nov (EFE).- A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reconheceu hoje que esta região de 30 países entrou em recessão, e embora tenha revisado para baixo suas perspectivas para este ano e o próximo, destacou que a recuperação começará a partir do segundo semestre de 2009.

EFE |

O Produto Interno Bruto (PIB) do conjunto da OCDE, que ficou estagnado no terceiro trimestre, cairá 1,4% entre outubro e dezembro de 2008, e a tendência continuará no primeiro semestre de 2009, segundo o resumo do relatório semestral de perspectivas que será apresentado no dia 25 de novembro.

Em todo o próximo ano, o PIB da OCDE voltará a cair 0,3%, com retrocesso de 0,9% nos Estados Unidos, 0,5% na zona do euro e 0,1% no Japão, números que nada têm a ver com os previstos no relatório semestral de junho (1,2%, 1,7% e 1,7% respectivamente).

Em conseqüência das perspectivas para os últimos meses deste ano, o crescimento dos 30 países-membros da OCDE em 2008 se limitará a 1,4% (contra 1,8% anunciado em junho), com 1,4% nos EUA, 1,1% na zona do euro e 0,5% no Japão.

No entanto, a boa notícia relativa destacada em entrevista coletiva pelo economista-chefe da OCDE, Jorgen Elmeskov, é que a situação de "estresse" pela crise financeira deveria ser revertida em "semanas", uma das condições para que a evolução econômica volte a ser positiva a partir do terceiro trimestre de 2009.

Os cálculos da OCDE , que coincidem com os do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2009, esperam que a economia do bloco cresça 1,5% em 2010, graças particularmente aos EUA (1,6%) e em menor medida à zona do euro (1,2%) e Japão (0,6%).

Elmeskov começou reconhecendo que há uma "grande incerteza" sobre suas projeções e que "o risco principal é uma piora mais pronunciada da conjuntura", mas também justificou a recuperação pelo efeito retardado dos cortes nas taxas de juros e pelo fim do ajuste do mercado imobiliário nos EUA.

O economista-chefe da OCDE também insistiu que a situação atual provoca nas empresas uma atitude de "esperar e ver" congelando os investimentos.

Sobre a análise da crise, Elmeskov se referiu ao prêmio de risco que as empresas pagam nos mercados financeiros, assim como à diminuição das permissões de construção de imóveis.

De acordo com Elmeskov, entre março e julho o recuo chegou a superar, em termos anualizados, 20% na zona do euro, França, Dinamarca, Finlândia e Noruega, 30% nos EUA e na Nova Zelândia, e 60% na Espanha.

A recessão que começou na OCDE terá conseqüências sobre o desemprego, que subirá para 7,4% na zona do euro este ano, alcançará 8,6% em 2009 e 9% em 2010. Nos EUA, a desocupação passará de 5,7% em 2008, chegará a 7,3% no próximo ano e atingirá 7,5% em 2010.

"O elemento positivo é a queda do petróleo e das matérias-primas porque isso reduzirá a inflação anualizada de 3,3% no conjunto da OCDE este ano, 1,7% em 2009 e 1,5% em 2010", ressaltou Elmeskov.

Isso deve permitir novas reduções das taxas de juros que, no caso do Banco Central Europeu (BCE), deveriam se situar em 2% ao ano em médio prazo, acrescentou.

A OCDE considera que diante das "tensões financeiras extremas", é preciso tomar medidas de relançamento macroeconômico, já que não basta o estímulo das taxas de juros, e disse que poderiam ser "eficazes" medidas como reduções de impostos às famílias com problemas de crédito.

Elmeskov também assinalou que ainda poderiam ser necessários novos dispositivos para estabilizar os mercados financeiros, e destacou que "aí seria desejável uma cooperação internacional para evitar qualquer ação suscetível de falsear a concorrência ou de transferir os problemas para outros países".

Perguntado sobre a pertinência dos planos de salvamento de certos setores econômicos, Elmeskov respondeu que o que é necessário definir é se um ou outro setor causa o "risco sistêmico" e especificou que lhe parece "difícil de dizer" se o automobilístico entra nessa categoria. EFE ac/wr/jp

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