Washington, 20 set (EFE).- A economia nos Estados Unidos melhora mas o país deve ficar atento ao seu déficit fiscal e à dívida pública, destacou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que recomenda aumento de impostos e eliminação de deduções fiscais, entre outras medidas.

Washington, 20 set (EFE).- A economia nos Estados Unidos melhora mas o país deve ficar atento ao seu déficit fiscal e à dívida pública, destacou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que recomenda aumento de impostos e eliminação de deduções fiscais, entre outras medidas. Em seu relatório anual sobre a economia americana, a OCDE prevê a continuidade da recuperação dos EUA e aconselha que os esforços de reforma sejam centrados nas políticas que contribuíram para os desequilíbrios causadores da crise. Assim, o organismo considera necessário reduzir o apoio público ao financiamento da casa própria, de modo que diminuam os incentivos para o investimento excessivo no setor imobiliário. A Organização também considera que a reforma financeira deve encontrar soluções melhores para os problemas dos incentivos no setor bancário e recomenda mais economia no setor público e privado e um aumento das exportações para reduzir o risco que se reproduzam os desequilíbrios. O relatório ressalta ainda a importância de aumentar a formação dos trabalhadores desempregados para possibilitar seu reingresso no mercado de trabalho. A OCDE considera que, assim como outros países membros da entidade, os EUA devem sair da recessão com um grande déficit fiscal e um aumento da dívida pública. O Governo se propôs diminuir o déficit de 10,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 para 3%, em 2015. "Embora a medida seja bem-vinda, ela estabilizaria a proporção dívida-PIB em quase o dobro do nível antes da crise, o que deixaria pouco espaço para fazer frente a eventuais contingências e complicaria ainda mais o problema do envelhecimento da população", assinala a OCDE. Depois de 2015, deveriam ser adotadas mais medidas para reduzir essa proporção e a Organização considera que será necessário aumentar os impostos. "Para alcançar essa meta, é improvável que baste a contenção da despesa, portanto os impostos terão que aumentar", ressalta o documento. EFE mv/mla/ir/mm-sa

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