O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, disse hoje que a economia mundial provavelmente encolherá em 2009, no que seria a primeira contração global em 60 anos, apesar do crescimento na China e na Índia. Segundo ele, a expansão nesses dois países não será suficiente para compensar a fraqueza em outras partes do mundo.

Gurria sinalizou que a organização vai reduzir sua projeção para as grandes economias, quando publicar seu relatório econômico mundial no fim deste mês. O relatório incluirá novas projeções para o G-7 (grupo formado pelos países mais industrializados do mundo), os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e os 30 países que fazem parte da OCDE. O secretário-geral informou que os Estados Unidos, a zona do euro e o Japão sofrerão "reduções um tanto importantes" nas suas perspectivas.

Em novembro do ano passado, a OCDE previu que o Produto Interno Bruto (PIB) combinado de seus 30 países membros cairia 0,4% este ano, que o PIB dos 16 países europeus que compartilham o euro teria contração de 0,6%, que a economia dos EUA encolheria 0,9% e o Japão teria queda de 0,1% do PIB.

China

A OCDE irá cortar sua projeção para o crescimento econômico da China em 2009 para algo entre 6% e 6,5% quando divulgar seu relatório sobre a economia global no fim deste mês, disse Richard Herd, principal economista para China da organização. A estimativa anterior, divulgada no relatório de novembro do ano passado, era de crescimento econômico chinês de 8% este ano.

Questionado se o plano de estímulo de 4 trilhões de yuans (US$ 586 bilhões) da China, anunciado no ano passado, era suficiente, Herd disse que o país tem espaço para fazer mais se precisar.

Já o secretário-geral da OCDE, demonstrou expectativa de que o pacote da China possa estimular a demanda no país e, desta forma, amenizar a contração mundial. As informações são da Dow Jones.

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