Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

OCDE não deve se recuperar antes de 2010

Abatidas pela crise financeira e pela retração do mercado de crédito, as economias dos países mais industrializados do mundo devem registrar crescimento nulo ou, na melhor das hipóteses, baixo em 2009, e voltar a crescer somente em 2010. A declaração foi feita por Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), bloco econômico que reúne 30 países, que produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo.

Agência Estado |

O Brasil não faz parte da organização.

Segundo Gurría, o crescimento deve ser nulo na maioria dos países da OCDE pelo restante de 2008 e "podemos ver alguns países caindo em recessão". Para ele, a expectativa geral era de que 2008 seria turbulento, mas, com uma melhora no fim deste ano, os países membros da OCDE deverão estar bem melhor no fim de 2009. "Ninguém está prevendo números para 2010, mas o primeiro ano no qual deveremos ver um crescimento normal (ajustado pela inflação) de cerca de 3% deve ser 2010", disse Gurría, acrescentando que essa previsão dependerá do comportamento do preço do petróleo.

Em suas Perspectivas Econômicas de meio de ano, publicadas em junho antes da crise financeira, a OCDE previu crescimento de 1,8% para seus 30 países membros em 2008 e 1,7% para 2009. Economistas independentes dizem que esses números são agora extremamente otimistas e serão revisados para baixo quando a organização divulgar suas novas estimativas, em novembro.

Commodities

Um fator positivo para a economia mundial é que os preços de alimentos e matérias-primas (commodities) impulsionados pela especulação começam a refletir os fundamentos da economia, lembrou Gurría. "Se a demanda está mais fraca, os preços caem e o mercado de petróleo é mais compreensível", disse ele.

"O que é mais importante é que isso acalma as pressões do lado da inflação, fator que havia feito alguns países apertarem suas políticas monetárias. Se eles agora produzem certo alívio em razão da desaceleração econômica, haverá espaço para a política monetária ser, de alguma forma, mais fácil de ser adaptada", acrescentou.

No início deste mês, os maiores bancos centrais do mundo fizeram cortes em suas taxas de juros, num esforço para amortecer a iminente desaceleração ampla da economia real ao reduzir o custo do crédito. A engrenagem que foi colocada em ação pelas maiores economias do mundo para reduzir os efeitos da crise de crédito e para servir de base para o sistema bancário são extremamente importantes para restaurar a confiança, afirmou Gurría. "Estabilizar o sistema financeiro e fortalecê-lo é uma ferramenta contracíclica muito forte", disse ele.

Rodada Doha

Gurría expressou sua frustração com o fato de os principais líderes mundiais serem capazes de se reunir rapidamente e de orquestrar uma pesada operação de resgate para o sistema financeiro global, mas não conseguirem chegar a um acordo para as conversações da Rodada Doha de comércio multilateral, da Organização Mundial do Comércio (OMC), que fracassou em julho em meio a disputas sobre importações agrícolas. "Nós estávamos tão perto. Poderíamos discutir o assunto novamente", disse ele. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG