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OCDE, FMI e Bird: é urgente restaurar a confiança

Os governos devem agir mais agressivamente para estimular o crescimento econômico e restaurar a saúde do sistema financeiro, conforme a crise econômica global se aprofunda, de acordo com um comunicado divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (Bird). Existe uma necessidade urgente para restaurar a confiança do mercado no setor financeiro e estimular a economia real, disseram especialistas das três instituições multilaterais no comunicado, divulgado em Roma, onde os ministros de Finanças dos países do G-7, das economias mais desenvolvidas do mundo, iniciam seu encontro de dois dias.

Agência Estado |

De acordo com o comunicado, aquelas duas frentes devem ser perseguidas de forma simultânea e reforçadas com objetivo de aumentar seu impacto sobre a economia real. Os especialistas da OCDE, FMI e Banco Mundial fizeram as recomendações após um encontro em Paris, realizado no dia 4 de fevereiro, durante o qual eles concluíram que as gigantescas injeções nos setores financeiros não tinham ajudado a restaurar a confiança do mercado, com a economia global continuando a desacelerar.

Portanto, a OCDE, FMI e Banco Mundial exortaram uma maior coordenação sobre duas frentes, para evitar a propagação de efeitos negativos. O protecionismo também deve ser algo a ser evitado, diz o comunicado. "Os esforços para remover ou isolar os ativos tóxicos devem ser tomados com objetivo de permitir uma recapitalização sustentável dos bancos e um fim oportuno do aperto no crédito", diz o comunicado.

Com relação as medidas de estímulo, o grupo pediu "gastos fiscais de alto impacto adicionais no primeiro semestre de 2009, com um apoio adicional nos trimestres seguintes, por países em uma posição de assumirem de forma prudente tais gastos".

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que a crise econômica global parece cada vez mais perigosa e expressou preocupação sobre seu impacto nos países em desenvolvimento. "Estamos no meio de uma longa crise e precisamos de soluções no longo prazo", disse Zoellick, à margem do encontro de ministros de Finanças e de presidentes dos bancos centrais dos países do G-7. Ele instou as nações ricas a dar entre 0,7% e 1% de seus pacotes de estímulo para ajudar os países mais pobres. As informações são da Dow Jones.

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