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OCDE: economias desenvolvidas terão crescimento lento

As economias desenvolvidas continuarão crescendo lentamente no restante deste ano e não há um final à vista para os problemas nos mercados financeiros globais, alertou hoje a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que reúne os 30 países que produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo. O Brasil não faz parte da organização.

Agência Estado |

Ao atualizar as projeções feitas em junho, a OCDE cortou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para a zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) para expansão de 1,3% este ano, ante estimativa anterior de 1,7%. A projeção para o Japão também foi reduzida, de uma expansão de 1,7% para 1,2%, enquanto que para o Reino Unido, foi revisada para crescimento de 1,2%, ante 1,8% em junho.

Já a previsão para os Estados Unidos foi elevada e a OCDE espera que a maior economia mundial cresça 1,8% em 2008, ante estimativa anterior de 1,2%. Mas a revisão para cima na projeção dos EUA reflete o desempenho inesperado da economia americana no segundo trimestre deste ano, dado que o pacote de estímulo teve impacto mais imediato que o esperado pela OCDE.

Dentre os países do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo - Canadá, Alemanha, Itália, França, Reino Unido, Japão e Estados Unidos - e a Rússia), o Reino Unido é o único no qual a OCDE prevê quedas trimestrais no PIB, em base anual, no terceiro e no quarto trimestres de 2008.

Inflação

A taxa de inflação com base nos preços ao consumidor nos países desenvolvidos atingiu em julho o maior patamar desde novembro de 2007, diante da alta dos preços de alimentos e energia. A OCDE informou que a taxa de inflação anual nos 30 países membros subiu para 4,8% em julho, ante 4,4% em junho. Em relação ao mês anterior, os preços ao consumidor subiram 0,4% em julho, abaixo da alta de 0,6% em junho.

Nos últimos 12 meses até julho, os preços de energia na OCDE subiram 22,5%, após alta de 19,3%, no mesmo período até junho. Já os preços de alimentos aumentaram 7,2% nos 12 meses até julho, ante elevação de 6,5% nos 12 meses até junho.

O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu para 2,3% em julho, de 2,2% em junho.

Entre os membros da OCDE, a Islândia tem a maior taxa de inflação ao consumidor anual, de 13,1%, enquanto o Japão tem a menor, de 2,3%. As informações são da Dow Jones.

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