Paris, 16 out (EFE).- A crise financeira atual pode atrasar alguns projetos de novas usinas nucleares, mas não altera as perspectivas de desenvolvimento da energia atômica no mundo para as próximas décadas, informou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

"Em algum caso pode ser atrasado" um projeto, mas a energia nuclear funciona com longos períodos, explicou hoje em coletiva de imprensa o secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, ao final da conferência do 50º aniversário da Agência de Energia Nuclear (AEN) em Paris.

Na mesma linha, o diretor-geral da AEN, Luis Echávarri, afirmou que "a conjuntura tem menor impacto" que em outras energias, embora tenha admitido que pode haver um adiamento de planos de construção de reatores devido à crise atual, entre outras razões pela queda do preço do petróleo que faz a eletricidade nuclear menos competitiva em termos econômicos.

Echávarri frisou, no entanto, que frente às incertezas do mercado, o setor da energia pode funcionar de certa forma como um refúgio.

Durante a conferência, o presidente de Electricité de France (EDF), Pierre Gadonneix, tinha assegurado que a produção de eletricidade de origem nuclear é competitiva desde que o petróleo esteja a um nível de preços entre US$ 50 e US$ 60.

Gadonneix, cuja empresa é a maior do mundo na gestão de reatores nucleares, com 58 unidades na França, frisou que tem planos de construir pelo menos mais 10 mais até 2020. EFE ac/rr

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