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OCDE considera que ajudas devem se limitar ao setor financeiro

Paris, 25 nov (EFE).- A crise econômica, devido a seu caráter excepcional, precisa de estímulos macroeconômicos, em particular pela via de reduções tributárias, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que considera que eventuais ajudas a setores produtivos devem se limitar ao financeiro.

EFE |

Na apresentação à imprensa hoje do relatório semestral Perspectivas Econômicas da OCDE, o economista-chefe da organização, Klaus Schmidt-Hebbel, considerou que o financeiro é "fundamentalmente" o único setor que, devido à quebra de suas instituições, poderia arrastar em sua queda ao resto da economia.

Schmidt-Hebbel reconheceu que "são necessários estímulos macroeconômicos adicionais" aos contemplados pelos Governos para enfrentar a recessão na qual entrou a OCDE, mas acrescentou que "é vital" que isso seja feito "com condições".

Em primeiro lugar, esses planos de relançamento "devem ser aplicados assim que for possível", para que tenham efeito imediato, e devem ser elaborados em caráter temporário, para serem retirados assim que houver os primeiros sinais de recuperação, disse.

Sobre as ajudas contempladas nos Estados Unidos ou na Europa para outros setores, em particular o automobilístico, o economista-chefe da OCDE se pronunciou contra, porque, segundo ele, a quebra de uma empresa, por grande que seja, não levaria consigo o resto desta indústria.

Acrescentou que os consumidores não deixariam de comprar carros por isso, mas optariam pelos da concorrência.

Quanto a eventuais medidas em apoio ao setor imobiliário, Schmidt-Hebbel admitiu que "podem ser uma medida temporária útil a curto prazo", e citou o programa australiano para favorecer a concessão de créditos hipotecários a pessoas que ainda não são proprietárias.

O economista-chefe disse que a recessão que começou na OCDE no terceiro trimestre deste ano durará "quatro trimestres", e acrescentou que a recuperação será fraca e só começará no final de 2010.

A OCDE prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) conjunto dos 30 países-membros crescerá 1,4% este ano, antes de descer 0,4% em 2009 e de subir 1,5% em 2010, números que significam uma revisão severa comparado às previsões publicadas em junho.

Schmidt-Hebbel disse que estas novas estimativas são baseadas na presunção de que o período crítico das turbulências financeiras terminará em breve, "em algumas semanas" ou "em poucos meses", e, em qualquer caso, antes de um ano.

No entanto, admitiu que não é possível prever exatamente o que acontecerá, porque a situação atual "não tem precedentes", e disse que "os riscos estão muito significativamente orientados em queda", a uma deterioração ainda maior da conjuntura. EFE ac/an

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