O Brasil lidera a expansão do ciclo de atividade econômica entre as principais economias do mundo e é acompanhado apenas pela China entre as únicas duas grandes economias que dão sinais positivos no ritmo de crescimento. A economia brasileira, porém, apresentou dados mais robustos que os de Pequim.

Segundo um levantamento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), o crescimento dos países do G-7, grupo das nações mais desenvolvidas, deve sofrer uma desaceleração ainda maior nos próximos meses.

A OCDE faz a estimativa baseada em uma série de indicadores, como o ciclo de produtividade de um país, desemprego, crescimento per capita e atividade industrial, além do próprio Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com a entidade, o índice para o Brasil aumentou em 2,2 pontos entre maio e junho e somou 106,9 pontos, o mais alto entre as economias avaliadas pela OCDE. Em segundo lugar veio a China, com 104,9 pontos. Isso não significa, porém, que em termos de PIB o Brasil esteja crescendo a taxas acima dos demais emergentes. A criação de empregos e a resistência da economia à desaceleração mundial foram alguns dos pontos que contribuíram para o resultado do Brasil na avaliação.

G-7

No geral, as conclusões da OCDE não são nada animadoras para a economia mundial. A entidade estima que as economias européias e americana podem sofrer uma queda ainda maior que a que já foi registrada diante da crise no sistema financeiro e alta dos preços do petróleo. Para a OCDE, os dados de junho "indicam a continuação de uma desaceleração na economia para todas os países do G-7". Segundo a entidade, todos os demais países ricos também sofrerão pelos próximos meses. Entre maio e junho deste ano, a OCDE alerta que o grupo de países ricos sofreu uma queda de 0,6 ponto, atingindo 96,8 pontos. Em comparação a junho de 2007, a queda é de 5,0 pontos.

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