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OCDE acredita que a Europa está mais perto da recessão que os EUA

A Europa está mais próxima de uma recessão do que os Estados Unidos, afirmou Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), que melhorou suas previsões de crescimento americano para este ano, mas reduziu as da zona euro e principalmente as da Grã-Bretanha

AFP |

 

    No total, o G7 (Alemanha, Itália, França, Grã-Bretanha, EUA, Japão, Canadá) vai continuar atravessando uma "fase de fragilidade da atividade até o fim de 2008", indicou a OCDE em seu relatório sobre as perspectivas econômicas divulgado nesta terça-feira.

    "A tempestade sobre os mercados de capitais, a retração dos mercados imobiliários e o encarecimento das matérias-primas continuam pesando sobre o crescimento mundial", acrescentou a OCDE.

    O desaquecimento é particularmente acentuado na zona euro, que vai "enfrentar dificuldades daqui ao fim de 2008".

    A OCDE espera um avanço de apenas 1,3% do PIB este ano, contra 1,7% das previsões anteriores (maio).

    A economia britânica deve entrar em recessão nos dois últimos trimestres do ano, derrubada pela queda dos preços imobiliários.

    Ao contrário, o crescimento americano do segundo trimestre foi muito mais forte que previsto, a 3,3% em ritmo anual, levando a OCDE a amenizar seu cenário. Ela prevê ainda 1,8% de crescimento para este ano, contra 1,2% de antes.

    "Este desempenho se deve em parte ao comércio exterior, em parte ao estímulo fiscal que surtiu efeito mais rápido que o previsto", explicou Jean-Luc Schneider, diretor adjunto do departamento econômico da OCDE.

    Segundo ele, o enfraquecimento do dólar no primeiro semestre sustentou as exportações americanas, mas as da zona euro foram prejudicadas pela valorização da moeda única.

    Jorgen Elmeskov, diretor econômico da OCDE, destacou no entanto em entrevista à imprensa que a atividade americana vai ficar estagnada no fim de 2008, com um possível aumento do desemprego.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) também foi pessimista sobre a primeira economia do mundo, prevendo recentemente um crescimento de 1,3% este ano. As duas instituições concordaram em contrapartida sobre a zona euro: o Fundo prevê avanço de 1,4%.

    Para o Japão e o Canadá, a OCDE projetou, respectivamente, 1,2% e 0,8% de crescimento em 2008.

    No G7, os bancos parecem ter registrado em seus balanços o grosso das perdas ligadas aos empréstimos imobiliários de alto risco, que estão na origem da crise financeira mundial, mas as turbulências que persistem sobre os mercados financeiros parecem refletir a fragilidade da economia real, continuou o relatório.

    Além disso, as condições de concessão de crédito se tornaram mais difíceis no último ano, constatou Jean-Luc Schneider.

    "No setor imobiliário, estamos começando talvez a ver a luz no fundo do túnel nos EUA, apesar de os preços dos aluguéis continuarem caindo", comentou Jorgen Elmeskov.

    Na Europa, o recuo dos preços do setor imobiliário e da atividade da construção atinge a Dinamarca, a Irlanda, a Espanha e o Reino Unido, e o volume de transações continua declinando.

    A queda dos preços das matérias-primas desde a segunda quinzena de julho dá a entender uma "melhora da inflação".

    A OCDE se mostrou "um pouco mais preocupada com as expectativas de inflação da zona euro", onde os preços seguem uma tendência persistente de alta, que dos EUA, onde a progressão foi menor.

    Ela considera ainda as políticas monetárias atuais dos bancos centrais apropriadas, por enquanto.

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