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OCDE: a crise deixará 20 a 25 milhões de desempregados no mundo

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE) prevê que, para 2010, haverá de 20 a 25 milhões de desempregados a mais no mundo, dos quais entre oito e 10 milhões nos países da OCDE, informou nesta segunda-feira o secretário-geral Angel Gurría.

AFP |

"Nós nos encaminhamos para uma perda de oito a 10 milhões de empregos na zona OCDE (que compreende 30 países industrializados) e 20 a 25 milhões no mundo até 2010", informou Gurría ao canal francês BFM.

Ele disse ainda que o setor da construção será particularmente afetado porque sua atividade "se deteve de maneira brutal", atingindo em cheio países como a Espanha e a Irlanda.

Para tentar reativar a economia, Gurría considerou que ainda existe uma margem na Europa e que o bloco deve ir além dos planos de estímulo fiscal já anunciados, que equivalem a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

"Os Estados Unidos prevêem um plano de reativação, que equivale a 5% de seu PIB, os chineses anunciaram 15% do PIB para estimular o crescimento e os japoneses um programa de 2% a 3% do PIB", exemplificou Gurría.

A questão é saber se esses planos ajudarão a compensar as perdas de emprego, acrescentou.

Gurría confirma assim as previsões divulgadas por sua organização em novembro.

Segundo a OCDE, a maioria dos países vai enfrentar uma recessão severa e prolongada, alguns até 2010, e recomendou um coquetel de retomada orçamentária, redução das taxas de juros e injeções de liquidez na economia em seu relatório semestral sobre as perspectivas econômicas.

A Organização do Trabalho (OIT) também estimou no fim de outubro que a crise aumentará o número de desempregados no mundo em 20 milhões, e considerou que o desemprego pode alcançar um recorde histórico de 210 milhões de pessoas no fim de 2009.

ved/cn

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