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OCB estima crescimento de 10% nas cooperativas em 2009

São Paulo, 28 - O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Marcio Lopes de Freitas, estimou hoje um crescimento de 10% no faturamento do setor e na receita com as exportações em 2009. Ele disse que, com a crise financeira mundial, é difícil repetir o desempenho de 2008, quando foi atingido crescimento de 15% no faturamento e de 21% nas exportações.

Agência Estado |

Mas já para 2010 a OCB estima recuperação, com exportações de até S$ 4,62 bilhões, resultado que pode praticamente dobrar em 2015, cuja previsão é de US$ 8,42 bilhões. A estimativa é ainda mais otimista para 2030, quando o setor espera alcançar US$ 23,36 bilhões em exportações.

Para atingir o crescimento de 10% estimado para este ano, a OCB vê uma necessidade de R$ 4 bilhões de capital de giro, montante que, segundo Freitas, precisaria ser aplicado no setor nos próximos seis meses. Segundo ele, houve um remanejamento de recursos do Tesouro, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a previsão inicial era de R$ 300 milhões para o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), mas o setor conseguiu um reforço de R$ 700 milhões, faltando apenas a aprovação do Conselho Monetário Nacional, o que está previsto para amanhã.

Freitas disse ainda que o setor está trabalhando para obter outra linha do BNDES, no valor de R$ 2 bilhões. Por essa linha, chamada de cotas-partes, cada cooperado assume responsabilidade sobre determinado valor do empréstimo. O setor reivindica também a utilização de crédito tributário das cooperativas para pagamento de previdência social. Segundo Freitas, hoje esse crédito soma R$ 4,8 bilhões e, pela regra, pode ser usado apenas pagamento de PIS-Cofins. Na interpretação do presidente da OCB, bastaria uma instrução normativa da Receita Federal para ampliar essa possibilidade de uso nos créditos. Freitas vê essas reivindicações como um meio de reativar o mercado. Considerando todas as medidas, a demanda de investimento do setor chegaria a R$ 9 bilhões.

Na avaliação do executivo, o mercado vai se reaquecer e a safra agrícola 2008/09 terá bom resultado. Ele cita que soja e leite já começam a dar sinais de recuperação no mercado internacional.

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