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Obras já iniciadas ajudam a turbinar o PAC em R$ 142 bilhões

O governo anunciou ontem uma atualização dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Inicialmente, estavam previstos gastos de R$ 503,9 bilhões de janeiro de 2007 ao fim de 2010.

Agência Estado |

Agora, a previsão de investimentos do governo, das estatais e da iniciativa privada é de R$ 646 bilhões no período, um acréscimo de R$ 142,1 bilhões. Esse acréscimo não decorre só de obras novas, pois muitas delas já haviam sido relacionadas nos balanços anteriores do PAC, embora sem alterar o valor original.

Na lista de "obras novas e ampliações" foi incluído, por exemplo, o trecho Sul da Ferrovia Norte-Sul que ligará Palmas (TO) a Estrela do Oeste (SP), com investimentos de R$ 5,2 bilhões, que já estava no quinto balanço do PAC, em outubro de 2008. Também constavam os investimentos no trem-bala Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro ( R$ 11 bilhões) e na ferrovia de integração Oeste-Leste, de Ilhéus (BA) a Figueirópolis, de R$ 6 bilhões. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, disse que 80% do acréscimo se referem a novas obras ou reavaliação de projetos em execução.

O balanço dos dois anos do PAC, divulgado ontem, incorpora os novos investimentos da Petrobrás e de suas parceiras na camada do pré-sal e nas refinarias premium no Maranhão e no Ceará, além dos previstos em novas concessões de rodovias e ferrovias que serão feitas nos próximos meses e na ampliação de geração e transmissão de energia elétrica.

Dilma disse que a crise internacional não vai atrasar as obras do PAC e o governo não suspenderá as concessões de rodovias e ferrovias em virtude de eventuais dificuldades enfrentadas atualmente pelas empresas estrangeiras.

Os investimentos do PAC previstos para depois de 2010 subiram de R$ 189,2 bilhões para R$ 502,2 bilhões, com um acréscimo de R$ 483 bilhões. Com isso, os investimentos globais passaram de R$ 693,1 bilhões para R$ 1,148 trilhão.

Não houve clareza quanto ao valor executado nos dois anos do PAC. Dilma estimou que já foram gastos "dois quintos" dos R$ 503,9 bilhões programados - cerca de R$ 200 bilhões. Também não foi especificado de onde sairão os R$ 142,1 bilhões do acréscimo dos investimentos até 2010, ou seja, quanto caberá ao Orçamento da União, às empresas estatais e à iniciativa privada.

O balanço mostra que o governo, por meio do Orçamento da União, gastou R$ 18,7 bilhões nas obras do PAC em 2007 e 2008. As estatais e o setor privado gastaram R$ 24,9 bilhões em geração e transmissão de energia elétrica e R$ 72,2 bilhões na área de petróleo e gás. O total investido nos dois anos chega a R$ 115,8 bilhões.

O balanço não mostrou grande evolução em relação ao penúltimo relatório (de setembro). De acordo com o levantamento feito pelo Estado em 75 projetos de logística, energia e transporte urbano, o atraso nos cronogramas caiu de 62%, em setembro, para 57%, até ontem.

Na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Luiz Fernando dos Santos Reis, o aumento de R$ 140 bilhões nos investimentos do PAC é uma boa notícia, mas de nada adiantará se o governo não melhorar sua capacidade gerencial.

"Ao contrário do que ocorria no passado, hoje o governo tem dinheiro e não consegue gastar. Essa situação tem piorado nos últimos anos", disse Santos Reis.

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