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Obras de corredor viário atrasam em São Paulo

Iniciadas há dez anos e com gastos de R$ 600 milhões, as obras do Expresso Tiradentes (ex-Fura-Fila) devem, mais uma vez, desrespeitar o cronograma e as promessas e continuar incompletas até o fim de 2008. A concorrência para 9 km dos 23,8 km restantes foi suspensa na semana passada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

Agência Estado |

A de outros 12 km ocorre em outubro e o contrato com a vencedora será de um ano e meio. Um acidente atrasou outros 2,8 km previstos para serem concluídos em maio. Os cerca de 8 km hoje em operação correspondem a apenas um quarto do previsto.

Caso continue no ano que vem, o Expresso - um ambicioso projeto de corredor de ônibus exclusivo que ligaria o centro às zonas leste e sul - vai ocupar o orçamento e os planos de transporte público pela quarta gestão seguida da Prefeitura de São Paulo. Celso Pitta, Marta Suplicy e José Serra, posteriormente substituído pelo seu vice, Gilberto Kassab, investiram no projeto.

O trecho 5, cuja concorrência foi suspensa, serve os distritos de São Mateus, José Bonifácio, Iguatemi e São Rafael, na zona leste. O projeto atual prevê 14 paradas e interligação com o Terminal Tiradentes. O custo estimado no edital pela São Paulo Transportes (SPTrans) é de R$ 90 milhões.

A licitação para a obra sequer foi lançada. O que o TCM suspendeu foi a concorrência de "pré-qualificação" das empresas interessadas em participar do certame para a construção do trecho. Segundo o TCM, a suspensão ocorreu após uma representação da Ciclo Engenharia e Pavimentação LTDA. A SPTrans foi chamada para dar esclarecimentos. O tribunal não informou qual é o prazo dado. A sessão, programada para o último dia 24, não tem uma nova data para ocorrer.

A licitação para o trecho 4 (de 12 km) foi lançada há 20 dias e prevê 18 meses de contrato. Estão planejados desembolsos por parte da Prefeitura até 2010.

Já a previsão de entrega do trecho mais curto da obra, que tem 2,8 km e três paradas, foi derrubada em março, quando uma estrutura de cerca de 800 toneladas tombou, até encostar na parede do Viaduto Grande São Paulo. A idéia era que ele ficasse pronto em maio, mas o prefeito desautorizou a agenda após o incidente. Procurada pela reportagem, a SPTrans não comentou os atrasos.

O descumprimento das promessas relativas ao Expresso Tiradentes não é exclusividade do atual prefeito. A gestão de seu antecessor, o hoje governador José Serra (PSDB), também programava a conclusão neste ano.

A promessa está em texto disponibilizado no site da Prefeitura e datado de 4 de novembro de 2005.

A petista Marta Suplicy tinha como uma de suas principais propostas da campanha de 2000 levar o então Fura-Fila até São Mateus (zona leste). Durante a sua gestão, o traçado do projeto foi mudado e as obras, interrompidas e depois retomadas.

Em agosto de 2004, já na reta final do mandato e candidata à reeleição, a ex-prefeita tinha planos de entregar 3 km até janeiro de 2005 e completar 10,4 quilômetros até meados daquele ano.

Ao sair da prefeitura, Marta deixou cinco quilômetros do corredor para seu sucessor, mas nenhum pronto para utilização comercial. O ex-prefeito Celso Pitta (hoje no PTB) deixou aproximadamente 2,8 quilômetros construídos, mas não concluídos para uso comercial.

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