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Obama vai lidar com orçamento após estimular economia

No segundo dia de anúncios de sua equipe econômica o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que sua prioridade ao assumir o governo será aprovar um pacote de estímulo para a economia norte-americano. Em seguida, ele afirmou que começará a lidar com déficit orçamentário federal.

Agência Estado |

Obama disse que alguns dos estímulos ao consumo serão uma espécie de "pague 1 e leve 2", pois deverão dar impulso à economia no curto prazo e economizar recursos federais no longo prazo. Um exemplo disso é o corte de impostos para 95% dos trabalhadores dos EUA, que, segundo Obama, colocará dinheiro no bolso dos cidadãos no curto prazo, estimulando a atividade econômica, mas também levará a uma reforma fiscal no futuro.

O novo presidente também disse que trabalhará com os governadores para identificar as prioridades nos gastos, que deverão cumprir esse duplo objetivo: estímulo no curto prazo, economia no longo prazo. "Se vamos fazer os investimentos que precisamos, devemos estar dispostos a cortar gastos desnecessários. Nestes tempos difíceis, quando enfrentamos aumento do déficit e economia em queda, a reforma no orçamento não é uma opção. É imperativa", afirmou Obama.

Orçamento

Hoje, Obama nomeou o chefe do Escritório de Orçamento do Congresso, Peter Orszag, como diretor do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês), posto-chave para os planos do futuro presidente de reformar o Orçamento federal. Obama também nomeou Roberto Nabors, conselheiro do governo Bill Clinton, como vice-diretor do OMB.

Orszag é diretor do Escritório de Orçamento do Congresso desde 2007. Há tempos ele tem advertido que o déficit federal é insustentável e tem pedido reformas no sistema nacional de saúde para baixar os custos de programas do governo.

No primeiro mês do ano fiscal de 2009, iniciado em 1º de outubro, os EUA registram um déficit de US$ 134 bilhões, ante US$ 455 bilhões no mesmo período anterior. Obama afirmou que a reforma do orçamento não é uma opção, mas uma "obrigação" diante de um cenário que combina aumento do déficit público e encolhimento da atividade econômica. "Não podemos sustentar um sistema que desperdiça bilhões de dólares do contribuinte em programas que já perderam a utilidade ou existem apenas por causa do poder de um político, lobista ou grupo de interesse", afirmou o democrata.

Subsídios

O presidente eleito dos Estados Unidos afirmou ainda que pode cortar subsídios agrícolas como parte de seus esforços para reduzir os gastos do governo. "De acordo com uma reportagem hoje, entre 2003 e 2006, fazendeiros milionários receberam US$ 49 milhões em subsídios de safra mesmo faturando mais do que o teto de US$ 2,5 milhões para esse tipo de subsídio. Se isso for verdade, é um exemplo claro do tipo de gasto que eu pretendo acabar como presidente." As informações são da Dow Jones.

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