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Obama vai aumentar fiscalização de bancos

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, mostrou ontem que está disposto a impor rédeas curtas ao mercado financeiro ao nomear Mary Schapiro, uma experiente profissional da área para comandar a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais. Ao anunciar o nome de Schapiro e de mais dois postos da estrutura regulatória, Obama atacou a regulação frouxa, que levou à atual crise financeira e permitiu fraudes como a do financista Bernard Madoff, de US$ 50 bilhões.

Agência Estado |

Para o presidente eleito, o caso Madoff "lembra, mais uma vez, que precisamos da reforma e o quão ruim é não fazê-la". Obama também disse que sua equipe vai estabelecer regras para "combater a cultura de ganância e de negociatas". "É preciso uma mudança de direção na ética de Wall Street", disse. Para ele, os órgãos reguladores e os comitês do Congresso que se debruçaram sobre fraudes e crises "dormiram ao volante".

A SEC está no olho do furacão do caso Madoff, já que a atuação da entidade na fiscalização dos negócios do financista desde o fim da década de 90 foi negligente, para dizer o mínimo. A instituição também é criticada pelo débil papel fiscalizador no crescimento do mercado de derivativos complexos, em um ambiente de altíssima alavancagem dos bancos de investimento, que levou ao colapso de instituições como o Bearn Stearns e o Lehman Brothers.

Também ontem, ainda na área regulatória, Obama nomeou o ex-funcionário do Tesouro Gary Gensler para comandar a Commodity Futures Trading Commission e o professor de Direito Daniel Tarullo para uma vaga no Federal Reserve, o banco central americano. Todos os três nomeados para a área regulatória terão de ser confirmados pelo Senado.

Na área comercial, Obama fez ontem duas nomeações com sinais aparentemente contrários. Para representante comercial (o principal encarregado de negociações internacionais de comércio, como a Rodada Doha), escolheu Ron Kirk, ex-prefeito de Dallas, visto como favorável ao livre comércio. Em compensação, a sua futura secretária de Trabalho, Hilda Solis, deputada democrata pela Califórnia, é considerada protecionista.

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