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Obama vai ao Congresso buscar apoio a esforço de recuperação econômica

O presidente Barack Obama intensificou seus esforços para combater uma crise econômica que está piorando a cada dia apresentando-se nesta terça-feira ante o Congresso para convencer seus adversários republicanos a aprovarem um gigantesco plano de recuperação.

AFP |

Esta visita ao Congresso, a primeira desde sua posse, há uma semana, mostra que a aprovação deste plano de mais de 800 bilhões de dólares é considerada por Obama uma prioridade.

O presidente americano se apresentou aos parlamentares no dia seguinte a uma segunda-feira negra para o emprego, em que várias grandes empresas anunciaram a supressão de dezenas de milhares de postos de trabalho.

Obama, que conta com maioria democrata nas duas câmaras do Congresso, pretende obter o apoio mais amplo possível a seu plano, que pode ser submetido à Câmara dos Representantes já na quarta-feira.

Nesta terça-feira, Obama deve se encontrar com os republicanos da Câmara dos Representantes e do Senado em duas reuniões separadas para conseguir a contribuição deles ao plano, cujo principal objetivo é salvar ou criar três a quatro milhões de empregos.

Entretanto, os republicanos expressaram várias objeções ao plano, que consiste basicamente em isenções fiscais, investimentos em obras públicas, ajudas aos governos locais e medidas sociais.

Opostos por natureza à intervenção do Estado, eles relutam em aprovar um plano avaliado, por enquanto, em 825 bilhões de dólares. Eles também querem mais isenções fiscais para as empresas, e contestam os efeitos benéficos de alguns aspectos do projeto, como ajudas à contracepção ou bolsas de estudo.

Além disso, os republicanos têm sérias dúvidas sobre a vontade proclamada de Obama de governar superando as diferenças políticas.

"Queremos realmente ajudar. Pensamos que o país precisa de um plano de recuperação. Seu maior problema, porém, é seu próprio partido, o Partido Democrata, que parece estar se distanciando do que ele (Obama) disse querer: que o plano inclua pelo menos 40% de isenções fiscais e exclua totalmente investimentos em projetos servindo a interesses pessoais", declarou o líder da bancada republicana no Senado, Mitch McConnell, à rede NBC.

Obama, que quer que o plano seja aprovado até o dia 16 de fevereiro.

Ele quer, porém, cumprir a promessa de governar superando as diferenças políticas, e já recebeu os dirigentes do Congresso na sexta-feira para conversar sobre o pacote econômico. Além disso, um voto positivo de republicanos poderia dar a seu plano de recuperação uma certa legitimidade política.

Este plano já está sendo muito questionado. Alguns republicanos o consideram muito caro, mas vários especialistas pensam justamente o contrário.

Antes da posse de Obama vários republicanos votaram com os democratas em 15 de janeiro para permitir o desbloqueio da segunda parcela de um fundo destinado a relançar o sistema financeiro americano.

bur/yw/sd

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