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Obama tenta tranqüilizar os americanos antes da temporada de compras

Barack Obama tratou nesta quarta-feira de tranqüilizar os americanos sobre o estado da economia antes do feriado de Ação de Graças, início tradicional da temporada de compras de fim de ano, completando a equipe de conselheiros que o acompanhará à Casa Branca.

AFP |

"Ficou cada vez mais evidente nos últimos meses que estamos diante de uma crise econômica de proporções históricas", declarou o presidente eleito durante uma entrevista coletiva em Chicago, ao anunciar a criação de um "Conselho do presidente para a reconstrução econômica".

Ao mencionar o feriado de Thanksgiving, que marca o início da temporada de compras de fim de ano, Obama afirmou entender as preocupações dos americanos sobre o futuro.

Neste período de crise, os comerciantes temem que os consumidores prefiram economizar.

As despesas de consumo das famílias americanas caíram novamente em outubro, recuando 1% em relação ao mês de setembro. Trata-se da maior redução desde setembro de 2001, segundo números oficiais publicados nesta quarta-feira.

"Penso que as famílias estão preocupadas com a situação econômica, o que é totalmente justificado", admitiu Obama.

"Contudo, penso que é importante que os americanos se mantenham confiantes. Já vivemos recessões e já passamos por tempos difíceis no passado, e meu governo pretende recolocar a economia nos trilhos", afirmou.

Em um tom otimista, o futuro presidente se referiu novamente a seu plano de criação de 2,5 milhões de empregos nos dois próximos anos. "Ainda temos os melhores trabalhadores do mundo, ainda temos a maior capacidade de inovação do mundo", clamou.

Para dar o exemplo, Obama garantiu que ele e sua família irão "fazer compras de Natal", e revelou que suas filhas "já escreveram sua lista para Papai Noel".

"Num momento em que as pessoas estão pensando nas compras de Thanksgiving e nas festas de Natal, espero que todos entendam que conseguiremos superar esta situação, mas que teremos de fazer as escolhas certas", declarou.

Obama iniciou a todo vapor seu período de transição, que vai até o dia 20 de janeiro, nomeando rapidamente os principais membros de sua equipe econômica.

Durante esta terceira entrevista coletiva em três dias, ele anunciou a criação de um "Conselho para a reconstrução econômica" formado por "eminentes personalidades de diferentes horizontes".

Depois de ter designado seu futuro secretário do Tesouro e seus principais conselheiros econômicos, ele nomeou nesta quarta-feira o ex-presidente do Federal Reserve americano Paul Volcker, 81 anos, para o comando deste Conselho. Volcker será assistido por Austan Goolsbee, um dos principais conselheiros econômicos de Obama.

O presidente eleito comparou seu futuro "Conselho para a reconstrução econômica" ao do serviço de inteligência externa instalado por Eisenhower durante a Guerra Fria.

O Conselho "funcionará de forma semelhante", explicou Obama.

O futuro presidente dos Estados Unidos anunciou segunda-feira a nomeação de Timothy Geithner, atual presidente do Federal Reserve de Nova York, para o cargo de secretário do Tesouro, uma designação que tranqüilizou os mercados financeiros.

Ele também designou o ex-secretário do Tesouro Lawrence Summers para o comando do Conselho Econômico Nacional, para coordenar a política econômica do futuro governo.

chv/yw/sd

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