O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem ao apresentador de televisão Jay Leno, no programa de entrevista (talk show) The Tonight Show, da rede de TV NBC, que está atordoado com os bônus pagos pela seguradora American International Group (AIG) a seus executivos, e que apoiou uma mudança da política tributária. A questão é, quem, em sã consciência, quando sua companhia está indo à falência, decide que vai pagar toda uma penca de bônus para as pessoas?, indagou o presidente.

"Isso, eu acho, diz respeito a uma cultura mais ampla que existiu em Wall Street, onde eu acho que as pessoas tinham essa postura de gratificação."

O presidente norte-americano disse também que gostaria de ver uma mudança na legislação tributária que a fizesse recuar aos anos 90, "quando você e eu pagávamos um pouco mais por uma assistência médica, por energia e para se certificar de que filhos não tão afortunados como os meus possam ir para a faculdade".

Votação

O presidente dos EUA disse que aguarda ansiosamente para que o Senado norte-americano aprecie a lei da Câmara que impõe um imposto de 90% sobre os bônus de companhias socorridas pelo governo, como a AIG.

A Câmara aprovou por 328 votos a favor e 93 contra a legislação, que foi elaborada em meio a um violento rebuliço político sobre os bônus pagos a executivos da AIG, que se mantém aberta com dinheiro dos contribuintes.

"Hoje, a votação reflete diretamente a indignação que tantos sentiram sobre os bônus exagerados que a AIG proporcionou aos seus empregados às custas dos contribuintes que têm mantido esta companhia falida operando", disse Obama, em um comunicado.

"Agora, esta legislação vai para o Senado e eu espero ansiosamente para receber um produto final que servirá como um forte sinal aos executivos que comandam aquelas firmas de que tais compensações não serão toleradas", diz a nota do presidente. As informações são da Dow Jones.

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