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Obama sanciona pacote de estímulo de US$ 787 bilhões

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou ontem o pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões que prevê gastos com infraestrutura e renúncias fiscais para frear a recessão que assola o país e estimular a criação de empregos. Em discurso durante a cerimônia de assinatura da lei em Denver (Colorado), Obama disse que o programa é o primeiro passo de um plano amplo de recuperação da economia do país.

Agência Estado |

"Não quero dizer que o dia de hoje marca o fim dos nossos problemas econômicos, ou que é tudo o que temos a fazer para a economia se recuperar. Mas hoje, sim, marca o início do fim, o início do que necessitamos fazer para criar postos de trabalho para os americanos ameaçados pelas demissões."
A expectativa é que, a partir do plano, sejam criados cerca de 3,5 milhões de empregos. O programa, segundo o presidente americano, lança as bases para a "verdadeira e duradoura mudança para as gerações que virão". Amanhã, Obama anuncia no Arizona novas medidas para reduzir o número de casas retomadas dos moradores por causa de dívidas hipotecárias.

O pacote que não recebeu nenhum apoio republicano na Câmara dos Representantes e apenas três votos da oposição moderada no Senado inclui US$ 507 bilhões em programas de aumento de gastos do governo e US$ 282 bilhões em incentivos fiscais. Os termos finais do acordo foram aprovados na semana passada pelo Congresso. Na versão final, o pacote ficou bem mais magro do que a proposta inicial do Senado, que previa US$ 838 bilhões, e a da Câmara, de US$ 819 bilhões.

O pacote sancionado ontem contém mais de US$ 150 bilhões em projetos de transporte público, energia e tecnologia e US$ 87 bilhões para ajudar os Estados a bancarem a alta dos seguros de saúde.

Para obter o apoio de três senadores republicanos moderados, o acordo final cortou US$ 25 bilhões que seriam destinados a um fundo de estabilização fiscal e US$ 16 bilhões de uma linha para construção de escolas e gastos com saúde e auxílio a desempregados.

O corte de impostos de US$ 70 bilhões para a classe média, uma reivindicação republicana, foi mantido. Entre as reduções fiscais, está também a promessa da campanha de Obama, um corte de impostos de até US$ 400 para contribuintes individuais e R$ 800 para as casais, que deve beneficiar cerca de 95% das famílias americanas.

"É o começo do que necessitamos fazer para ajudar as famílias preocupadas em não conseguir pagar suas contas no próximo mês. O começo dos primeiros passos para criar bases sólidas, abrindo o caminho para um crescimento a longo prazo e para a prosperidade", disse o presidente.

BUY AMERICAN
O plano passou no Congresso mantendo a polêmica cláusula protecionista "buy American", que determina que todo "ferro, aço e produtos manufaturados" usados em projetos do pacote sejam americanos ou de países signatários do Acordo de Compras Governamentais. O Brasil não é signatário e estuda contestar a medida na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Após a assinatura do decreto-lei em Denver - parte de uma estratégia da Casa Branca para que Obama cumpra sua agenda fora de Washington e fique mais próximo do povo americano - o presidente segue para Phoenix, no Arizona, onde anuncia ao lado dos secretários do Tesouro, Timothy Geithner, e de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Shaun Donovan, o plano do governo para reduzir as execuções de hipotecas.

Arizona foi um dos Estados com as taxas mais altas de retomada de imóveis do país por causa de dívidas hipotecárias, setor que deu origem à crise financeira internacional.

SISTEMA FINANCEIRO
Na semana passada, o governo americano já havia anunciado um pacote gigantesco de resgate dos bancos. Serão US$ 2 trilhões injetados no sistema financeiro. Os principais pontos da ajuda serão a criação de um fundo público-privado para a compra de até US$ 1 trilhão em ativos tóxicos e um programa com o US$ 1 trilhão restante para reativar o mercado de crédito. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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