Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Obama quer incentivo fiscal permanente para pesquisa

Obama quer incentivo fiscal permanente para pesquisa

Reuters |

 

Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai pedir ao Congresso na quarta-feira que aumente e estenda permanentemente o incentivo fiscal para pesquisa de negócios, como forma de incentivar o crescimento de empregos, anunciaram membros do governo no domingo.

A proposta vai custar 100 bilhões de dólares ao longo de 10 anos, e Obama pagará pelo plano ao extinguir outros descontos de impostos empresariais, disseram os membros do governo, que pediram condição de anonimato.

O governo Obama está buscando soluções para combater uma taxa de desemprego de 9,6 por cento e revigorar a economia, cuja recuperação da pior recessão em 70 anos está correndo o risco de estagnação, com a aproximação das eleições congressuais.

Obama, que vai apresentar o plano e outras iniciativas em um discurso em Cleveland na quarta-feira, está tentando criar empregos e ajudar o Partido Democrata a continuar no controle do Congresso nas eleições de 2 de novembro, quando os republicanos deverão aumentar o número de representantes e talvez assumir o controle da Câmara dos Deputados.

Programas de televisão de entrevistas e debates políticos apresentaram as propostas de cortes de impostos no domingo, no meio do feriado de Dia do Trabalho que marca o início informal da temporada de campanha eleitoral.

A professora de economia da Universidade da Califórnia Laura Tyson, membro do comitê econômico do presidente, disse que políticas de emprego dirigidas --como uma redução temporária parcial do imposto retido na fonte e descontos permanentes para a pesquisa e desenvolvimento-- deverão ser prioritários no ambiente atual.

"Todos concordamos que precisamos visar políticas de empregos e que agora o déficit não é a questão principal", disse Laura no programa "Face the Nation", na CBS. "A principal questão é a crise e a falta de empregos. (...) Precisamos definir nossas prioridades e nos concentrar na criação de empregos."

O crescimento, que foi alimentado por um programa de estímulo governamental recorde de 814 bilhões de dólares, está caindo drasticamente, aumentando a apreensão nos mercados financeiros de que a recessão estaria voltando.

"Acho que estamos numa situação em que estamos crescendo aos trancos e barrancos em um ritmo lento. Existe um grande risco de queda", acrescentou Laura.

As medidas que Obama vai anunciar podem incluir cortes de impostos para a classe média, investimentos em energia limpa, gastos em infraestrutura e mais reduções fiscais para empresas.

O senador republicano John McCain disse à Fox News que o governo Obama estava apenas "atirando para todo lado" com políticas econômicas que criavam incerteza para empresas e investidores.

"A primeira coisa que precisamos é estender os cortes de impostos que já existem" disse o senador do Arizona, referindo-se a incentivos fiscais criados pelo ex-presidente George W. Bush.

(Reportagem adicional de Lucia Mutikani)

 

Leia tudo sobre: NEGOCIOSMACROOBAMAPESQUISA

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG