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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs uma série de benefícios fiscais para empresas, com o objetivo de estimular a recuperação da economia

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs uma série de benefícios fiscais para empresas, com o objetivo de estimular a recuperação da economia. Em discurso preparado para um evento hoje em Cleveland (Ohio), Obama atacou as posições do Partido Republicano, de oposição.

O presidente disse que os republicanos estão mantendo a proposta de reduzir os impostos pagos pela classe média como reféns, ao condicionarem sua aprovação à prorrogação dos cortes de impostos que têm beneficiado os mais ricos. Ao defender que os benefícios fiscais para os mais ricos não sejam renovados, Obama afirmou que "isso não é para punir aqueles que estão em melhor situação, que Deus os abençoe; é porque não temos como arcar com uma conta de US$ 700 bilhões". Ele defende que as reduções de impostos beneficiem somente os norte-americanos com renda anual inferior a US$ 250 mil.

Obama partiu para a ofensiva contra os republicanos na mesma cidade em que o líder do Partido Republicano na Câmara, deputado John Boehner, havia pedido há duas semanas a demissão de toda a equipe econômica do presidente.

As propostas do presidente para as empresas incluem uma mistura de reduções de impostos e incentivos para a reforma da obsoleta infraestrutura de transportes dos EUA. A expectativa é de que o custo fique na casa dos US$ 180 bilhões.

Obama deverá ter dificuldade para conseguir que o Congresso aprove as medidas, por causa da agenda apertada do Legislativo e da intensificação das trocas de ataques entre os dois partidos pouco antes da eleição de novembro.

Respondendo às críticas dos republicanos quanto ao crescimento do déficit orçamentário, o presidente disse: "Serei honesto: eu me recuso a fazer cortes naqueles investimentos que farão nossa economia crescer no futuro, investimentos em áreas como educação, energia limpa e tecnologia." Ele também prometeu "não repassar a dívida que herdamos para a próxima geração".

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