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Obama promete aos americanos corte de impostos da ordem de US$ 1 mil por família

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta quinta-feira uma redução de impostos no valor de US$ 1 mil para 95% das famílias americanas, como parte de seu plano de recuperação econômica.

Redação com agências |

 

Em discurso pronunciado em Fairfax (Virginia, leste dos EUA), Obama, que tomará posse em 20 de janeiro, explicou que o objetivo desta redução de impostos é estimular o consumo.

Obama traçou um panorama sombrio do futuro econômico do país para pedir a aprovação do plano de recuperação que propõe como solução à crise financeira.

"Não creio que seja tarde demais para mudar de rumo, mas será se não adotarmos medidas drásticas o mais rápido possível", afirmou Obama em discurso na Universidade George Mason em Fairfax, Virgínia.

"Se não fizermos nada, esta recessão poderá durar anos", disse, ao destacar que, entre outras coisas, o índice de desemprego, que atualmente está em 6,7%, poderia alcançar os dois dígitos, e a economia, com isso, deixaria de receber US$ 1 trilhão.

Socorro aos americanos

O plano vai "salvar ou criar pelo menos 3 milhões de empregos nos próximos anos" ao garantir investimentos prioritários em energia, educação, saúde e infra-estrutura, afirmou Obama.

Esta medida será "a primeira etapa da diminuição de impostos para a classe média que prometi durante a campanha eleitoral, e que será incluída no próximo orçamento", declarou. Segundo o presidente eleito, o plano de recuperação da economia abrangerá assistência e cobertura de plano de saúde aos desempregados.

O plano de recuperação econômica preparado pela equipe de Obama pode superar os US$ 775 bilhões.

Opresidente eleito também prometeu multiplicar por dois a produção de energias alternativas nos três próximos anos, e melhorar a eficiência energética em dois milhões de lares.

"Para favorecer uma economia de energia limpa, vamos multiplicar por dois a produção de energia alternativa nos três próximos anos", afirmou.

"Vamos modernizar mais de 75% dos edifícios federais, e melhorar a eficiência energética de dois milhões de casas americanas, poupando aos consumidores e contribuintes bilhões de dólares em despesas energéticas", acrescentou.

Em seu discurso, o presidente apelou pela presteza do Congresso em aprovar as ações. Argumentou que o plano é muito extenso, pois a crise atual não tem precedentes, e que é muito provável que a situação piore antes de melhorar. "Essa é a maior razão para o Congresso agir sem demora" , disse Obama. "Nós já tentamos a abordagem de esperar para ver e foi essa mesma abordagem que nos ajudou a chegar a este dia decisivo."

Aprovação adiada

Inicialmente, Obama pretendia que o plano de recuperação fosse aprovado e ficasse pronto para ser assinado no próprio dia 20, mas já adiou estas expectativas e agora espera a ratificação nas primeiras semanas de seu mandato.

O líder eleito afirmou que "não há dúvida de que o custo deste plano será considerável" e, "claro, aumentará o déficit fiscal a curto prazo", mas as consequências de não fazer nada seriam ainda piores.

Obama admitiu que existe ceticismo perante o plano em alguns setores, principalmente depois que o atual governo já gastou altas somas de dinheiro, sem resultados tangíveis, mas insistiu em que o projeto "investirá no que funciona", e prometeu total transparência nas aplicações.

"Devemos manter um debate aberto e honesto sobre este plano nos próximos dias, mas peço ao Congresso para atuar o mais rápido possível em benefício dos americanos" e para trabalhar dia e noite, "nos finais de semana, se for necessário", para obter a aprovação da medida, acrescentou.

O discurso de hoje foi o primeiro que Obama pronunciou desde sua vitória nas eleições presidenciais de 4 de novembro, apesar de o novo líder ter concedido dezenas de entrevistas coletivas.

O presidente eleito prometeu que tornará a recuperação econômica sua prioridade desde o primeiro dia de governo.

Em novembro, o anúncio de sua equipe econômica, liderada pelo futuro secretário do Tesouro e até agora presidente do banco regional em Nova York do Federal Reserve (Fed, autoridade monetária dos EUA), Tim Geithner, foi o primeiro sobre a composição de seu Gabinete.

Esta semana, Obama fez, todos os dias, declarações sobre o andamento da economia, que considera "atroz".

Amanhã, o Departamento de Trabalho publicará os dados mensais de desemprego, que devem indicar uma perda de cerca de 500 mil postos de trabalho e que podem elevar o índice de desemprego a 7%.

(Com informações da AFP, Valor Online, EFE e Reuters)

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