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Obama pressiona Senado para que aprove plano econômico

Macarena Vidal. Washington, 29 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, continuou hoje pressionando para que o Senado aprove o plano de estímulo econômico, como já fez a Câmara de Representantes, e que a medida se transforme em lei o quanto antes.

EFE |

Obama hoje foi informado sobre a situação da economia por seus assessores, e deve se reunir ainda nesta quinta-feira com o vice-presidente, Joe Biden, e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

O Senado começará a debater a proposta na próxima semana.

O presidente já começou a fazer gestões para que os senadores aprovem o plano de estímulo econômico, avaliado em US$ 819 bilhões e que foi ratificado pela Câmara de Representantes na quarta-feira à noite por 244 votos a favor e 188 contra.

A votação ocorreu após ter sido derrotada uma alternativa de US$ 475 bilhões apresentada pela minoria republicana, que qualificou o plano aprovado de caro e ineficaz para revitalizar a economia.

Obama, que declarou que a aprovação do plano é sua principal prioridade no começo de seu mandato, lançou uma autêntica "ofensiva de encantamento" no Capitólio e, particularmente, sobre os legisladores republicanos para que respaldem o projeto de lei.

Antes da votação na Câmara, o presidente foi ao Congresso para se reunir com os legisladores republicanos, e, depois, ofereceu um coquetel na Casa Branca para os líderes dos dois partidos no órgão legislativo.

No entanto, nem um só republicano na Câmara de Representantes votou a favor da medida, que prevê destinar cerca de US$ 275 bilhões em cortes de impostos às famílias e pequenas empresas e cerca de US$ 500 bilhões em investimentos em educação, energia, novas tecnologias e infraestruturas.

De acordo com a Casa Branca, o plano de estímulo permitirá criar ou evitar a perda de entre três e quatro milhões de empregos.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, advertiu de que os legisladores terão que responder perante seus eleitores pelo "não" à medida.

"Acho que haverá gente em distritos eleitorais em todo o país que se perguntarão por que continuamos jogando com política, se temos um bom projeto de lei para impulsionar a economia", afirmou.

Para aumentar a pressão sobre os legisladores, a Casa Branca cogita publicar uma lista que enumere detalhadamente, estado por estado, os problemas econômicos pelos quais passam, como as perdas de postos de trabalho ou a diminuição nas vendas de imóveis.

Apesar da rejeição republicana, a Casa Branca assegura que as tentativas de estabelecer uma boa sintonia com o partido adversário continuarão sendo feitas.

Segundo Bill Burton, porta-voz adjunto da Casa Branca, "os americanos têm depositadas grandes esperanças em que o presidente e os dois partidos no Congresso colaborem para levar à frente esta medida e outras, e seguiremos fazendo todos os esforços necessários para conseguir isso".

A medida passará ao Senado na próxima semana, e espera-se que, na Casa, receba o respaldo de alguns senadores republicanos. A ideia é que o Congresso aprove o projeto de lei até 16 de fevereiro.

Dada a grande maioria democrata nas duas Câmaras do Congresso, Obama quer conseguir o respaldo da oposição para cumprir a promessa de campanha de que deixaria para trás as divisões partidárias que caracterizaram Administrações anteriores.

Durante a negociação na Câmara, os democratas concordaram em retirar algumas cláusulas que irritaram particularmente os republicanos, como a alocação de fundos para a compra e distribuição de preservativos.

Em comunicado após a votação na Câmara, Obama afirmou: "Espero que possamos seguir fortalecendo este plano antes que chegue à minha mesa" para ser assinado e convertido definitivamente em lei. EFE mv/db

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