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Obama prepara pacote contra crise

A administração do presidente eleito Barack Obama estuda várias iniciativas para combater a crise financeira, inclusive algumas para ajudar os bancos já tentadas pelo governo George W. Bush, com sucesso limitado, informou The Wall Street Journal.

Agência Estado |

Entre os planos em discussão estão injetar mais capital nos bancos, criar um mercado para ativos não líquidos que pesam nos balanços das instituições financeiras e ajudar os tomadores de crédito com problemas para saldar hipotecas.

Na terça-feira, membros da equipe econômica de Obama falaram com ele sobre formas de enfrentar a crise financeira e também sobre planos para um pacote de estímulo.

Enquanto o secretário do Tesouro, Henry Paulson, ateve-se aos investimentos em capital dos bancos como principal mecanismo para ajudar a controlar a crise, a administração Obama desenvolve uma abordagem mais ampla, que incluiria múltiplos remédios. Segundo uma fonte, a nova administração está "tentando ordenar os componentes que serão complementares enquanto reconhecem que não há resposta fácil".

Uma importante distinção entre as estratégias de Obama e a do atual governo será na forma de ajudar os donos de residências que enfrentam a possível execução de hipotecas. A equipe de Obama vê a questão como crítica no plano contra a crise, segundo fontes ligadas ao tema. Deputados democratas pressionam Obama a acelerar a ajuda a quem fez empréstimos e agora corre riscos.

Em novo sinal da magnitude da crise financeira, o Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC, na sigla em inglês), agência governamental encarregada do socorro aos bancos, partiu para novas ações para conter a crise no setor bancário.

A diretoria do FIDC votou na terça-feira o aumento do orçamento de 2009 da agência para US$ 2,24 bilhões, quase US$ 1 bilhão a mais do que em 2008. Também disse que planejava aumentar a equipe de auditores em mais de 500 pessoas, para 6.269. O custo desse aumento será repassado aos bancos.

Ainda que não esteja claro como será o plano de Obama, ele deve manter as tentativas de Paulson para enfrentar a falta de capital dos bancos. Isso significaria novas injeções de capital, além de um esforço para o governo fortalecer o valor de ativos com problemas e hipotecas bancadas por seguradoras.

"Estamos analisando várias iniciativas que nos permitirão mover agressiva e responsavelmente para enfrentar a crise tanto em Wall Street como em Main Street (a economia real), incluindo programas para aliviar atingidos pela execução de hipotecas", disse Stephanie Cutter, porta-voz de Obama.

Paulson inicialmente planejou ajudar instituições financeiras com o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), de US$ 700 bilhões, aprovado pelo Congresso em outubro. Porém, ele descartou a idéia em troca de assumir US$ 250 bilhões em participações nos bancos, argumentando que é um meio muito mais rápido e efetivo de encorajar os bancos e emprestar dinheiro a consumidores, empresários e entre si.

Contudo, a crise de crédito continuou, provocando críticas de parlamentares e de Wall Street. Na terça-feira, Paulson admitiu que os bancos não estão emprestando o suficiente, apesar da injeção do governo, mas disse que os EUA não queriam estatizar o setor e determinar quais empréstimos que os bancos devem fazer.

Muito do pacote de socorro de Obama não deve ser conhecido antes da sua posse, em 20 de janeiro. Parte dele depende de Paulson solicitar a segunda metade dos US$ 700 bilhões. A parcela inicial de US$ 350 bilhões está diminuindo rapidamente e pode ser esgotada no auxílio às montadoras, que lutam para sobreviver.

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