Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Obama pede que Senado esqueça diferenças e aprove plano econômico

Macarena Vidal. Washington, 2 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje para o Senado aprovar o plano de estímulo econômico que defende, e assegurou que as pequenas diferenças que separam republicanos e democratas não devem interferir no processo de recuperação da economia.

EFE |

O plano de estímulo, de US$ 819 bilhões, foi aprovado na semana passada pela Câmara de Representantes, mas sem um só voto republicano, e o Senado começa hoje a discuti-lo, entre advertências do partido na oposição de que é necessário introduzir mudanças profundas para que receba seu sinal verde.

Obama cortejou de maneira intensa os republicanos nos últimos dias para convencê-los a respaldar o projeto, para que seja aprovado com o apoio das duas legendas.

Dentro desta "ofensiva de cordialidade", o presidente americano se reuniu hoje com o governador republicano de Vermont, Jim Douglas, um dos integrantes do partido que saiu em defesa da medida.

Durante a reunião, Obama expressou sua esperança de que o projeto de lei seja aprovado "em algumas semanas". O governante fixou como meta a aprovação do plano antes de 16 de fevereiro.

"Ainda há diferenças entre republicanos e democratas, entre o Congresso e a Casa Branca, mas o que não podemos fazer é deixar que pequenas diferenças impeçam o plano de avançar", afirmou.

Obama considera que o plano de estímulo, que dedicará meio trilhão de dólares ao investimento em setores como infraestruturas e energia e US$ 275 bilhões a cortes de impostos, servirá para criar ou salvar mais de três milhões de empregos.

Os republicanos reivindicam mais cortes de impostos e consideram que boa parte dos investimentos previstos no plano não servirá para criar empregos e fará pouco no estímulo à economia.

Em troca, a oposição propõe a implantação de mais medidas para ajudar o setor imobiliário, onde começou a crise que se estendeu ao resto da economia, e para diminuir o custo das hipotecas.

Na reunião de hoje, Douglas se mostrou de acordo com o presidente americano, e indicou que é necessário aprovar o plano de estímulo.

"Se eu tivesse redigido esse plano, ele seria um pouco diferente (...) mas, em essência, é imprescindível um plano de estímulo para que a economia volte a caminhar", declarou o governador.

Obama e Douglas se reuniram depois de o Departamento de Comércio americano informar hoje que a despesa dos consumidores caiu pelo sexto mês consecutivo, desta vez 1%.

Além disso, a despesa na construção em dezembro perdeu 1,4%, pouco acima das previsões dos analistas.

Obama ainda deve receber na tarde de hoje na Casa Branca um grupo de legisladores para continuar as conversas sobre o plano econômico.

Na semana passada, o presidente foi ao Capitólio para se reunir com os legisladores republicanos, e depois da votação na Câmara de Representantes convidou senadores e congressistas dos dois partidos para um coquetel na Casa Branca.

Em entrevista gravada no domingo, mas que teve trechos publicados somente hoje, Obama admitiu à "NBC" que sua reeleição dependerá do êxito que obtiver no momento de resolver a grave crise econômica atual.

"Se não conseguir isto em três anos, então ficaremos em um só mandato", declarou o chefe de Estado americano.

Obama também pediu paciência aos americanos, e advertiu que as medidas não surtirão efeito de repente.

"Tenho confiança em que vamos acabar com a crise. Mas não vai ser algo da noite para o dia (...) não há uma fórmula mágica para isso", destacou. EFE mv/mh

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG