O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou executivos de Wall Street por lutarem contra a reforma do sistema financeiro. Em discurso em Nova York, Obama pediu aos bancos para que parem de pagar lobistas e entendam que seu projeto beneficiará toda a economia americana.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou executivos de Wall Street por lutarem contra a reforma do sistema financeiro. Em discurso em Nova York, Obama pediu aos bancos para que parem de pagar lobistas e entendam que seu projeto beneficiará toda a economia americana. Celebrando a aprovação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados e prevendo uma nova vitória no Senado, Obama lamentou que os bancos façam lobby para tentar evitar a reforma. "Muitos desses lobistas trabalham para vocês (executivos de bancos) e fazem o serviço para o qual são pagos. Mas estou aqui hoje para falar para os titãs dessa indústria para se unirem a nós, em vez de lutarem contra nosso esforço", afirmou para uma audiência que contava com a presença até mesmo do presidente-executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein. O objetivo da reforma do presidente é impedir que uma nova crise leve o governo, mais uma vez, a usar dinheiro dos contribuintes para evitar a quebra de bancos e outras instituições financeiras. Opositores republicanos concordam com a necessidade de não usar o dinheiro do governo para salvar instituições privadas, mas dizem que o plano de Obama não atingirá esse objetivo. Já Wall Street e alguns outros críticos temem que a regulamentação enfraqueça a indústria financeira americana, considerada uma das mais fundamentais para economia do país. O projeto. O presidente delineou quatro pontos em seu discurso. Primeiro, sua proposta prevê a adoção da "regra Volcker", em alusão ao ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) Paul Volcker, que a idealizou. Essa norma prevê "alguns limites no tamanho dos bancos e nos tipos de risco que essas instituições bancárias possam tomar". Basicamente, bancos com depósitos de pessoas físicas não poderiam se envolver em operações arriscadas. "O segundo objetivo da reforma seria aumentar a transparência dos bancos", disse Obama, citando o caso de operações da seguradora AIG, uma das instituições que precisaram do governo para não quebrar. "É o que Warren Buffet (megainvestidos) chamou de armas de destruição em massa financeiras", acrescentou. Para o presidente, produtos do mercado de derivativos devem ser negociados de "forma aberta". Depois de citar a "proteção dos consumidores" como o seu terceiro ponto, Obama finalizou com o quarto objetivo, que teria consequências diretas nos salários dos executivos. "A reforma de Wall Street dará aos acionistas mais força no sistema financeiro. Eles terão o que chamamos de voz ativa nos pagamentos de salários e bônus concedidos aos executivos."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.