Washington, 25 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje ao Congresso americano propostas para uma reforma ambiciosa do sistema financeiro que teria como objetivo evitar crises como a vivida atualmente.

Obama se reuniu hoje com seu secretário do Tesouro, Tim Geithner, e representantes do Congresso para discutir esta reforma, na qual a Casa Branca quer se concentrar nas semanas prévias à Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes), que acontecerá em Londres, no dia 2 de abril.

O presidente americano afirmou que as medidas aprovadas "tiveram como foco a mudança nos mercados", em seu breve pronunciamento, no qual esteve acompanhado por Geithner e o presidente do Comitê de Finanças da Câmara de Representantes, Barney Frank.

Obama enumerou uma série de princípios que deverão reger a reforma financeira, e citou entre eles que as instituições financeiras que representam um "risco sério" deverão receber supervisão do Governo.

O presidente americano disse que o Governo deveria "supervisionar a escala e a amplitude dos riscos adotados pelas instituições financeiras".

"Nosso sistema regulador - e nossos principais mercados - deve ser suficientemente sólido para suportar pressões ou a falência de uma ou duas instituições grandes", explicou.

Além disso, indicou que para restabelecer a confiança nos mercados é necessário promover "a abertura, a transparência e a linguagem clara" no sistema financeiro.

O governante também pediu uma "supervisão uniforme" dos produtos financeiros oferecidos a investidores e consumidores.

Obama insistiu em que é necessário exigir "uma prestação de contas estrita", começando com os executivos de maior nível.

Obama afirmou que o problema da reforma financeira "não é um desafio somente para os EUA, mas também global", e por isso pedirá à comunidade internacional que faça o mesmo.

"Não podemos continuar sustentando mercados do século XXI e com normas do século XX, mesmo o livre mercado sendo fundamental para nosso progresso", sustentou.

"A escolha que encaramos não é entre uma economia opressiva e dirigida pelo Governo e um capitalismo caótico e impiedoso (...) Buscamos mercados financeiros sólidos e, para isso, precisamos de normas claras, não para prejudicar as instituições financeiras, mas para proteger os consumidores e os investidores, e no final manter a solidez dessas instituições financeiras", afirmou.

O pedido de uma reforma no sistema regulador é a última de uma série de iniciativas promovidas pela Casa Branca para combater a crise econômica. EFE mv/mh

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.