Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Obama pede liberação de US$ 350 bi restantes

O governo de Barack Obama, que assume no próximo dia 20 a Presidência dos Estados Unidos, solicitou ao Congresso os US$ 350 bilhões restantes do pacote de resgate ao setor financeiro de US$ 700 bilhões. A promessa é de mais americanos beneficiados e limites mais rigorosos sobre as companhias que obtiverem a ajuda.

Agência Estado |

As garantias buscam quebrar as reservas do Partido Democrata, que controla o Congresso e tem mantido uma postura crítica sobre como a administração Bush vem utilizando os recursos. O partido tem relutado em disponibilizar a segunda metade do pacote sem essas condições.

Ainda ontem, Obama pediu ao presidente George W. Bush acesso à metade restante do plano de ajuda. Bush concordou com a liberação, segundo a Casa Branca.

Obama quer assegurar que a ajuda chegue a bancos menores, comércio e municípios, além de ajudar os americanos a comprar carros ou conseguir financiamento para a faculdade, disse Lawrence Summers, que deve assumir o conselho econômico da Casa Branca. "Essas são as mudanças que o povo americano está demandando e o presidente eleito Obama está comprometido em realizar", acrescentou em carta enviada a líderes republicanos e democratas no Congresso. Summers disse que Obama também está comprometido com a imposição de limites mais rígidos sobre os dividendos e benefícios a executivos de companhias que pedirem ajuda.

O pacote total foi aprovado em outubro para impulsionar o setor financeiro, à medida que era atingido pela pressão de ativos relacionados a hipotecas e o crédito secava. O pedido para a disponibilização dos recursos foi feito agora porque Obama quer "fazer as coisas funcionarem logo no primeiro dia", disse uma autoridade próxima. Para ter acesso aos US$ 350 bilhões restantes, o presidente terá de dizer aos parlamentares que pretende utilizar os recursos e o Congresso teria 15 dias para considerar as despesas. "Nós vamos continuar as conversas com a equipe de transição do presidente eleito e com o Congresso sobre a melhor forma de proceder de acordo com as exigências do estatuto", disse a porta-voz da Casa Branca Dana Perino.

O programa de ajuda a ativos com problemas (Tarp, na sigla em inglês) foi usado principalmente para fornecer capital aos bancos para que eles pudessem retomar a concessão de empréstimos. Mas Obama e parlamentares democratas querem mais desse dinheiro para ser dirigido diretamente a consumidores abalados pela onda de execução de hipotecas de residências, e têm buscado a imposição de limites mais rígidos às companhias que receberam a ajuda.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG