Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Obama obtém vitória política ao sancionar pacote de US$ 790 bi

Macarena Vidal. Washington, 17 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sancionou hoje o plano de estímulo aprovado na semana passada no Congresso, que destina cerca de US$ 790 bilhões ao combate à crise e que é apontado como uma ferramenta vital para a recuperação da economia americana.

EFE |

Em cerimônia no Museu de Ciências em Denver, no Colorado, Obama declarou que o plano "marca o princípio do fim" da crise.

"Começamos o trabalho essencial de manter vivo o sonho americano em nossa época", declarou o presidente ao comentar a importante vitória política que representou a entrada em vigor da lei.

A medida, que só recebeu o apoio de três senadores republicanos no Congresso americano, destina cerca de US$ 275 bilhões a reduções nos impostos e aproximadamente US$ 500 bilhões a projetos de infraestruturas, energia e educação.

A prioridade a projetos de energia e educação foi determinada pelo presidente, que considera a luta contra a mudança climática um dos temas de preponderância nos próximos anos.

Obama também disse que o pacote permitirá que os americanos "façam o trabalho necessário em áreas críticas que foram esquecidas por tempo demais".

Ainda segundo o chefe de Estado, a medida possibilitará o maior investimento em infraestruturas desde que Eisenhower lançou o sistema de estradas interestaduais nos anos 50, e representará "um grande passo rumo à independência energética", já que estabelece "as bases para uma nova economia verde que criará inúmeros postos de trabalho bem remunerados".

"O que hoje assino é um plano equilibrado com uma mistura de cortes fiscais e de investimentos", um plano que "começará com um nível de transparência e de prestação de contas sem precedentes", destacou Obama, que se referiu ao pacote como "ambicioso" e "de grande alcance".

O presidente, que optou por sancionar o pacote longe de Washington, com o intuito de promovê-lo, também lembrou que a lei aprovada hoje representa apenas "uma parte" da estratégia contra a crise econômica.

"Precisamos estabilizar, reparar e reformar nosso sistema bancário, e fazer com que o crédito volte a fluir para as famílias e as empresas", acrescentou Obama, que ressaltou a importância de uma reforma no sistema regulador.

Ainda nesta terça-feira, o chefe de Estado americano pretendia seguir para Phoenix, no Arizona, para apresentar amanhã medidas contra a crise imobiliária.

Embora a Casa Branca tenha tomado todos os cuidados para não revelar detalhes do plano antes de Obama, na semana passada o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse o pacote seria de US$ 50 bilhões.

Logo depois que Obama sancionou o plano de US$ 790 bilhões, teve início um projeto para a construção de uma ponte no Missouri, aparentemente o primeiro financiado pelo pacote.

No entanto, a lei assinada pelo presidente recebeu inúmeras críticas, tanto dos republicanos como de alguns especialistas que acham que o plano não criará postos de trabalho suficientes nem estimulará tanto a economia.

Ciente das dificuldades que enfrentará, o chefe de Estado lembrou que "nada disto será fácil" e que serão necessárias "coragem e disciplina, assim como um novo senso de responsabilidade, que fazia falta até agora de Wall Street a Washington".

Obama, porém, suavizou o tom: "Se dermos continuidade às difíceis tarefas que é preciso cumprir, por todos e cada um de nós, superaremos esta economia debilitada e emergiremos mais prósperos como povo". EFE mv/sc

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG