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Obama leva a americanos necessidade de aprovar plano financeiro

Macarena Vidal. Washington, 9 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, levou hoje diretamente aos americanos sua campanha para conseguir a aprovação do plano de estímulo econômico que, segundo assegurou, é imprescindível para evitar um desastre.

EFE |

Obama viajou hoje a Elkhart, em Indiana, a localidade com o maior nível de desemprego nos Estados Unidos, com uma taxa de 15,3%, o dobro da média nacional.

Em um comício em que reviveu a eloquência de seus atos na campanha eleitoral, Obama afirmou que a situação econômica "não pode ser mais séria", e o Congresso deve aprovar o plano que, em sua opinião, permitirá criar ou evitar a perda de entre três e quatro milhões de empregos.

"Se essas medidas não forem tomadas, nosso país entrará em uma crise que, em determinado momento, não será possível deixar", assegurou.

"Posso lhes dizer com completa confiança que um atraso sem fim ou a paralisia em Washington contra esta crise só servirá para aumentar o desastre", declarou Obama, entre os aplausos do público.

"Peço ao Congresso que aprove esta medida imediatamente", assegurou o governante.

Obama, que nos primeiros dias na Presidência tentou sem sucesso cortejar a oposição republicana para que apoiasse o plano, deixou claro que passou à ofensiva, ao criticar os argumentos da oposição contra a o projeto, avaliado em sua última versão em US$ 825 bilhões.

"Não podemos nos dar ao luxo de esperar para ver o que acontece, e esperar que tudo se solucione. Não podemos continuar com rixas e com as mesmas ideias fracassadas que nos levaram a esta confusão, e que o povo americano rejeitou nas urnas em novembro", sustentou.

Atualmente, cerca de US$ 275 bilhões serão usados em cortes de impostos, e US$ 500 bilhões em projetos de infraestrutura, energia e educação, entre outros setores.

Os republicanos asseguram que a maior parte do dinheiro destinado a investimentos será desperdiçada e criará poucos empregos, e reivindicam, por outro lado, mais cortes de impostos para estimular a economia, a mesma solução oferecida pelo ex-presidente George W.

Bush.

Obama assegurou hoje que o plano permitirá criar empregos e apresentará uma redução de impostos de 95% aos trabalhadores americanos.

"Não vou lhes dizer que este projeto de lei é perfeito, porque não é. Mas tem o tamanho adequado, o objetivo adequado, e as prioridades adequadas para criar empregos que darão um impulso na nossa economia e a transformar para o século XXI", acrescentou.

O ato de hoje faz parte de uma verdadeira campanha por parte de Obama para promover a medida.

Nesta segunda-feira à noite, o presidente americano oferecerá a primeira entrevista coletiva de seu mandato, às 23h (de Brasília), que sem dúvida estará centrada na situação econômica.

Amanhã, Obama viajará a Fort Myers, na Flórida, para outro encontro com os eleitores em um local fortemente atingido pelas execuções de hipotecas.

Na quinta-feira, após uma visita a Springfield, em Illinois, para comemorar os 200 anos de nascimento de Abraham Lincoln, o governante participará de um ato similar em Peoria, onde fica a sede da empresa de veículos industriais Caterpillar, que recentemente anunciou o fim de milhares de postos de trabalho.

Para ser aprovado na Câmara Alta, o plano, que em uma versão inicial recebeu o sinal verde da Câmara de Representantes há duas semanas, necessita do apoio de pelo menos 60 dos 100 senadores do país.

No fim de semana, os democratas, que têm 58 cadeiras no Senado, chegaram a um acordo preliminar com três republicanos, o que permitiria que o projeto de lei fosse aprovado.

Obama se fixou o dia 16 de fevereiro como prazo para a aprovação do projeto.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Gallup indica que 67% dos americanos aprovam a maneira como o presidente promoveu o plano, enquanto 58% criticam o modo como a minoria republicana se opôs à medida. EFE mv/mh

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