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Obama lança plano para ajudar vítimas da crise imobiliária

Macarena Vidal. Washington, 18 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou hoje um plano de US$ 75 bilhões que tem como objetivo ajudar nove milhões de proprietários de imóveis ameaçados pela crise hipotecária.

EFE |

Em discurso nos arredores de Phoenix, no Arizona, Obama afirmou que o projeto visa a reduzir os efeitos de uma crise que "nunca tinha acontecido em escala tão grande".

"Todos estamos pagando um preço por esta crise hipotecária. E todos pagaremos um preço ainda maior se permitirmos que esta crise se aprofunde", destacou o governante americano em uma das regiões mais castigadas do pelas execuções hipotecárias nos EUA.

O plano, mais ambicioso do que o imaginado em princípio, quando se falava de um montante aproximado de US$ 50 bilhões, tem como objetivo permitir que até nove milhões de proprietários afetados pela crise possam reestruturar suas hipotecas e/ou evitar as execuções de seus empréstimos.

Segundo Obama, uma parte será destinada a ajudar "proprietários responsáveis", donos de imóveis que quiserem modificar em seu benefício as situações de suas hipotecas, mas que atualmente não podem fazê-lo porque suas casas se desvalorizaram.

Segundo a Casa Branca, este grupo reuniria entre quatro e cinco milhões de pessoas.

Outra parte se destinaria a ajudar entre três e quatro milhões de pessoas que, devido à recessão, têm problemas para pagar suas parcelas da hipoteca a cada mês, mas não podem vender sua casa porque o imóvel se desvalorizou.

O fundo ajudará os que se comprometerem a pagar uma quantia razoável para conservar seus lares, promete a Casa Branca.

Em seu discurso, Obama assegurou que esta ajuda é destinada a "resgatar aqueles que seguiram as regras e que agiram de maneira responsável", e não beneficiará os especuladores.

Além disso, o plano apresentado hoje também receberá o importe das ajudas às entidades hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, de US$ 100 a US$ 200 bilhões, para "garantir a força e a segurança do mercado hipotecário".

Freddie Mac e Fannie Mae foram praticamente nacionalizadas no ano passado para evitar sua falência por causa da crise financeira. As duas estão em poder de mais de 40% dos créditos para a moradia nos EUA.

Entre as outras medidas previstas estão a permissão para juízes modificar os termos dos empréstimos hipotecários durante o processo de declaração de quebra para um proprietário, e o estabelecimento de ajudas para inquilinos obrigados a abandonar suas residências porque o dono perdeu a casa.

Obama admitiu que o plano anunciado hoje "não salvará cada casa dos EUA, mas dará a milhões de famílias resignadas à ruína financeira uma oportunidade de começar de novo".

A crise hipotecária se encontra na raiz dos atuais problemas econômicos americanos e, de acordo com os analistas, enquanto não for solucionada, a economia não poderá se recuperar.

Obama disse que "quando o mercado imobiliário afundou, levou junto com ele a acessibilidade ao crédito, sobre o qual se baseia" a economia americana.

Atualmente, segundo a Associação de Bancos Hipotecária dos EUA, cerca de 10 mil proprietários de casas veem sua hipoteca executada diariamente.

No final de 2008, mais de 9% dos empréstimos para habitação tinham registrado algum tipo de atraso em seus pagamentos ou tinham sido executados.

A agência de classificação de risco Moody's indicou que dos cerca de 52 milhões de proprietários de imóveis submissos a uma hipoteca, aproximadamente 13,8 milhões (27%) devem mais do que o que valem suas casas.

O plano anunciado hoje representa a última tentativa da Casa Branca de enfrentar a crise econômica.

Na semana passada, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, divulgou um plano de resgate financeiro, e na terça-feira Obama promulgou o de estímulo econômico avaliado em US$ 789 bilhões. EFE mv/mh

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