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Obama lança medidas para estimular independência energética dos EUA

Macarena Vidal. Washington, 26 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou hoje na Casa Branca uma série de medidas para estimular a independência ao petróleo comprado no exterior e reduzir as emissões de gases estufa.

EFE |

Obama, que em sua primeira semana de mandato dedicou mais atenção à política externa, à reforma ética e à economia, se centrou hoje na política energética, uma das áreas em que mais criticou seu antecessor, George W. Bush.

"Os EUA não ficarão à mercê de alguns poucos recursos cada vez menores", afirmou o governante, que indicou que a independência energética em relação ao petróleo do exterior será uma das prioridades de seu mandato.

"Pelo bem de nossa segurança, nossa economia e nosso planeta, devemos ter a coragem e o compromisso de mudar", declarou o chefe de Estado.

Neste sentido, anunciou duas medidas que têm como objetivo estipular as bases para este objetivo.

A primeira é uma ordem executiva que obrigará as montadoras a produzir veículos de consumo mais eficiente para 2011.

Além disso, pediu a seu Governo que assegure para 2020 ou antes que a frota de veículos americana tenha um desempenho de 35 milhas (56 quilômetros) por galão de gasolina consumido (3,78 litros).

Uma lei aprovada no Congresso já estabelecia esse objetivo, mas a Casa Branca nunca iniciou medidas que permitissem cumpri-la.

Ao contrário do Governo Bush, que resistiu por muito tempo a impor medidas que obrigassem a fabricação de veículos mais eficientes, Obama assegurou que a ordem "não representa um peso a mais para o setor automotivo, mas o prepara para o futuro".

Além disso, o presidente indicou que o Governo deve colaborar com os estados na imposição de padrões mais exigentes aos veículos.

A Califórnia e outros estados tentaram impor limites mais rígidos que os federais às emissões de gases de seus veículos, mas o Governo Bush os vetou em 2007.

Na segunda das ordens executivas assinadas hoje, Obama instruiu a Agência de Proteção do meio Ambiente, o organismo federal encarregado da supervisão ecológica, a revisar as decisões contra as iniciativas estaduais de impor medidas mais rígidas ao setor automotivo.

As iniciativas anunciadas hoje representam um novo golpe contra o legado presidencial de Bush, depois de na semana passada Obama assinar uma série de decretos lei nos quais ordena o fechamento da prisão de Guantánamo e dos presídios secretos da CIA (Agência de Inteligência americana).

Além disso, põe fim à tortura como método de interrogação e permite o financiamento de grupos pró-aborto no exterior.

As medidas de hoje também representam um passo à frente para cumprir algumas de suas promessas eleitorais de dar maior prioridade à luta contra o aquecimento global.

Bush, que se mostrou cético durante a maior parte de seu mandato sobre a mudança climática, nunca impôs normativas para um consumo mais eficiente dos automóveis.

O Departamento de Estado planeja ainda nomear um enviado aos organismos internacionais para a luta contra a mudança climática.

A imprensa americana indica hoje que esse enviado poderia ser Todd Stern, um antigo funcionário na administração de Bill Clinton e que se encarregou de representar os EUA nas negociações do Protocolo de Kioto entre 1999 e 2001.

O presidente do Comitê de Energia da Câmara de Representantes, o democrata Henry Waxman, recebeu hoje com satisfação o anúncio do presidente, que considerou um "passo enorme e necessário há muito tempo para conseguir a independência energética e para o meio ambiente". EFE mv/mh

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