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Obama e McCain buscam dividendos políticos com a crise de Wall Street

A crise bancária que abala os Estados Unidos recolocou a economia no centro da campanha presidencial e os dois candidatos à Casa Branca aproveitaram nesta segunda-feira a oportunidade para tentar convencer americanos apreensivos que têm uma solução para o problema.

AFP |

O democrata Barack Obama defendeu a intervenção do Estado para regular os mercados, enquanto que seu adversário republicano, John McCain, elogiou o governo por não ter utilizado o dinheiro dos contribuintes para salvar o banco Lehman Brothers.

Em campanha na Flórida (sudeste dos EUA), McCain afirmou que "os elementos fundamentais da economia são sólidos", e ressaltou que "a crise bancária não é culpa dos americanos".

A 50 dias da eleição presidencial de 4 de novembro, ele considerou que os principais responsáveis pela crise são "os interesses particulares, a cobiça, a irresponsabilidade e a corrupção, que minaram o duro trabalho dos americanos".

Ele prometeu, se for eleito, "acabar com os abusos" constatados em Washington e Wall Street.

Obama, por sua vez, qualificou a crise bancária de "grave ameaça" para a economia americana.

A economia é a principal preocupação dos eleitores norte-americanos, e a crise bancária deve reforçar este sentimento. De acordo com uma pesquisa ABC/Washington Post publicada quinta-feira, 47% dos americanos confiam mais em Obama para resolver os problemas econômicos, contra 42% para McCain.

Colaboradores de Obama informaram que o senador de Illinois conversou nesta segunda-feira pela manhã com vvários conselheiros econômicos, entre eles o ex-presidente do Federal Reserve (Fed) Paul Volcker e o ex-seccretário do Tesouro Robert Rubin.

"Oito anos de uma política que acabou com a proteção dos consumidores, enfraqueceu a vigilância e as regulamentações e incentivou o pagamento de polpudos prêmios aos dirigentes de empresas ignorando a classe média nos levaram à pior crise financeira desde a Grande Depressão (de 1929)", avaliou Obama em comunicado.

O candidato democrata defendeu a instalação de "uma regulamentação que proteja os investidores e os consumidores". Ele denunciou a "filisofia econômica" do governo Bush que, segundo ele, "consiste em ignorar os problemas econômicos até que eles se transformem em crise".

"Não culpo John McCain por esses problemas, mas o critico por subscrever a esta filosofia", acrescentou.

O candidato republicano admitiu que "a crise de nossos mercados financeiros tem um custo enorme para nossa economia e os americanos", mas se disse "contente com o fato de o Fed e o Tesouro terem garantido que não utilizarão o dinheiro dos contribuintes para salvar Lehman Brothers".

"É essencial garantir que os Estados Unidos continuem sendo o principal mercado financeiro do mundo", prosseguiu. Defendendo "amplas reformas" emm Wall Street, McCain denunciou "um sistema que afeta nossos mercados e nossos bancos e ameaça os investimentos dos trabalhadores americanos e dos investidores".

aje/yw

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