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Líderes disseram que pretendem coordenar uma reforma financeira com abordagem comum entre os países, para evitar bolhas

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na terça-feira que ele e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, estão focados na sustentação da recuperação econômica global e irão coordenar uma reforma financeira para que haja uma abordagem comum. "Concordamos em continuar trabalhando agressivamente para sustentar a recuperação econômica global e criar empregos para nossa gente", disse Obama em entrevista coletiva com Sarkozy, após reunião na Casa Branca.

"Isso inclui (...) substituir o velho ciclo de bolhas e estouros por um crescimento que seja equilibrado e sustentável. E isso exige uma coordenação efetiva de todas as nações", disse Obama. Prometendo rejeitar o protecionismo comercial, o presidente disse também esperar que a chamada Rodada Doha do comércio global, há anos parada, finalmente avance em 2010.

Líderes do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) realizarão em junho uma cúpula no Canadá. Obama, Sarkozy e outros governantes desse bloco estabeleceram previamente um mapa de medidas que seriam essenciais para que não se repita a crise global do crédito registrada em 2008. Sarkozy disse que EUA e França, que presidirá o G20 em 2011, irão "trabalhar de mãos dadas a fim de ir ainda mais longe na regulamentação do capitalismo mundial e particularmente em abordar a questão de uma nova ordem monetária internacional".

A reforma financeira é uma parte vital desse processo, e Obama disse que conversou com Sarkozy sobre o desenrolar desse tema nos EUA, onde uma proposta já foi aprovada na Câmara e chegará em breve ao Senado. A Casa Branca espera que um projeto esteja pronto para a sanção de Obama até o final de maio. A reforma norte-americana deve fortalecer a defesa do consumidor, restringir riscos excessivos no sistema financeiro e taxar os grandes bancos para proteger os contribuintes no caso de futuros resgates financeiros.

Obama salientou que é importante que as mudanças nos EUA reflitam a reforma que está tomando corpo na Europa. "Queremos assegurar que, quaisquer que sejam os passos que estamos dando, eles estejam ocorrendo em ambos os lados do Atlântico", afirmou. A Europa continental manifestou no passado preocupação com o capitalismo irrestrito que era celebrado nos EUA antes da crise financeira de 2008, e Sarkozy claramente ficou contente de ver Washington se abrindo a uma nova abordagem.

"É uma grande notícia para o mundo ouvir que os Estados Unidos estão (...) adotando regras, de modo que não voltemos àquilo que já experimentamos."

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