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Obama diz que EUA não devem enviar mensagem protecionista

Washington, 3 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que o país não deve enviar uma mensagem protecionista em tempos de crise mundial.

EFE |

"Estou de acordo em que não podemos enviar uma mensagem protecionista" ao mundo, disse Obama em entrevista à rede de TV local "Fox".

Com essa declaração, o presidente fez referência a uma controvertida cláusula do pacote econômico apresentado ao Congresso, que exige o uso de ferro e aço exclusivamente americanos em projetos de infraestrutura financiados com os recursos desse plano.

A versão discutida no Senado exige também o uso de produtos manufaturados apenas americanos nessas obras.

Em suas primeiras declarações públicas sobre a cláusula, Obama não deu detalhes sobre possíveis mudanças, mas afirmou que não se poderia enviar esse tipo de mensagem "no momento em que o comércio mundial está em queda".

Os democratas, que controlam as duas câmaras do Congresso, preveem estudar o que fazer com a cláusula, após receberem várias queixas.

"As preocupações são relevantes. Tenho certeza que o assunto será alvo de discussões" durante o processo no Congresso, afirmou hoje o líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes, Steny Hoyer.

A cláusula pôs em confronto democratas, pressionados pelos sindicatos e algumas empresas, e republicanos, que advertem sobre possíveis represálias internacionais contra os EUA.

O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, apóia que os fundos do plano "se usem para comprar produtos nacionais e criar trabalhos" no país, disse hoje à Agência Efe seu porta-voz José Parra.

"É preciso ter muito claro que essas cláusulas são coerentes com nossas obrigações dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) e nossos tratados de livre-comércio", explicou.

Porém, o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, disse na segunda-feira que essa cláusula, em vez de melhorar a competitividade de EUA, poderia "gerar guerras comerciais, no momento em que o mundo inteiro está experimentando uma baixa na economia".

Líderes do Canadá e da União Europeia também fazem esforços para que o Congresso abandone a cláusula.

A chanceler alemã, Angela Merkel, por exemplo, disse hoje em coletiva de imprensa em Berlim que pediu a Obama que resista às pressões protecionistas. EFE mp/rr

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