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Obama diz que estabilizar a economia é essencial

Por Steve Holland CHICAGO (Reuters) - O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, disse em declarações publicadas na quarta-feira que gostaria de deixar para trás a era dos resgates governamentais, mas que neste momento é importante estabilizar o paciente e evitar a perda de milhões de empregos.

Reuters |

Numa longa entrevista ao jornal Chicago Tribune, Obama disse também que em algum momento fará um discurso em uma capital islâmica de modo a "relançar a imagem (dos Estados Unidos) da América no mundo e também no mundo islâmico em particular".

E contou que, ao tomar posse em 20 de janeiro na escadaria do Congresso, em Washington, usará seu nome completo - Barack Hussein Obama - porque esta é a tradição da cerimônia.

Durante a campanha eleitoral, alguns republicanos citavam sempre o nome "Hussein" para insinuar que Obama seria muçulmano, o que ele não é.

A entrevista foi publicada um dia depois de o governador de Illinois, Rod Blagojevich, ter sido detido por suspeita de estar "vendendo" a vaga do Senado à qual Obama renunciou depois de eleito presidente.

Obama disse que não conversou com o governador sobre a vaga, nem antes nem depois da eleição, mas não quis informar se algum assessor dele falou sobre o assunto com Blagojevich e sua equipe. Acrescentou que o caso está sob investigação, e que "seria inadequado" comentar.

'Minha forte crença é de que (a vaga no Senado) precisa ser preenchida por alguém que vá representar o povo de Illinois e lutar por ele", afirmou o presidente eleito.

ECONOMIA

A crise econômica é um tema constante na transição para o governo Obama, que deixou claro na entrevista que pretende manter a política do governo Bush de ajudar setores econômicos cuja quebra possa gerar um desastre econômico.

Obama defendeu com vigor o resgate do setor automobilístico - algo já quase decidido entre o atual governo republicano e o Congresso, dominado pelos democratas. As pesquisas mostram que a maioria da população é contra a ajuda às três maiores empresas do setor -- Ford, GM e Chrysler.

"Acho de fato que será crítico para a nossa equipe econômica apresentar um quadro de como vamos levar esta economia adiante sem envolver gastos públicos federais nos próximos anos para ganhadores e perdedores", disse Obama.

"Mas, neste momento, acho que estamos realmente enfrentando riscos significativos, sistêmicos, que podem levar milhões de outros norte-americanos a perderem seus empregos. E, sendo assim, por mais confuso que seja, acho que há uma sensação de 'vamos estabilizar o paciente'".

Em seguida, afirmou, será hora de colocar em prática novas regras para evitar os riscos financeiros que levaram à crise das hipotecas, o que por sua vez desencadeou a crise financeira global.

Obama disse que a crise econômica não vai alterar suas principais propostas, como a de reduzir impostos para 95 por cento dos norte-americanos. Mas é possível alterar a ordem de algumas medidas, de modo a estimular uma rápida recuperação do emprego.

O novo governo herdará uma taxa de desemprego que em novembro foi de 6,7 por cento, a maior em 15 anos.

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