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Obama diz estar a caminho de aprovação de pacote de estímulo

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na sexta-feira que está a caminho de conseguir aprovação para um pacote de estímulo econômico cujo objetivo é impulsionar a economia, que está em dificuldades. Ele reconheceu que seu governo e os congressistas discordam em alguns dos detalhes do pacote de recuperação econômica de US$ 825 bilhões que vem sendo elaborado pelo Congresso, mas disse que o governo está no caminho para completar a legislação até o Dia do Presidente, 16 de fevereiro.

Redação com agências |

 

Obama disse a repórteres, enquanto se encontrava com um grupo bipartidário de líderes do Congresso na Casa Branca, que os Estados Unidos estão enfrentando uma "crise econômica sem precedentes", com a qual se deve lidar rapidamente.

"Francamente, as notícias não têm sido boas."

Obama também se dirigiu às empresas que recebem assistência governamental do Tesouro, afirmando que a responsabilidade e a transparência serão críticas na abordagem do seu governo sobre a crise financeira.

"Algumas das notícias que temos visto nos últimos dias mostram empresas que receberam assistência do contribuinte e saíram renovando banheiros, ou escritórios, ou outras maneiras de não lidar apropriadamente com aqueles dólares", disse ele. "A falta de responsabilidade e transparência em como gerenciamos alguns desses programas para estabilizar o sistema financeiro" precisa ser tratada no pacote de reforma, completou.

Divergências

Os líderes republicanos no Congresso dos Estados Unidos pressionaram o presidente Barack Obama a reduzir o seu plano de estímulo econômico.

"Preocupa-nos o tamanho do plano", declarou John Boehner, chefe dos republicanos na Câmara de Representantes, após uma reunião na Casa Branca com Obama e os principais legisladores democratas.

Acompanhado por Mitch McConnell - o líder dos republicanos no Senado - e por outros membros de seu partido Boehner afirmou que "gastar quase um trilhão de dólares" é demais.

Declarou que é dinheiro que os EUA pedirão emprestado e que seus filhos e netos terão que pagar.

Política antiaborto

Obama, deve anular nesta sexta-feira uma lei que proíbe os Estados Unidos de financiar organizações que praticam ou facilitam o aborto no exterior, disse um responsável da Casa Branca que não quis se identificar.

O decreto anularia uma política que proíbe todas as organizações beneficiárias de financiamento do Estado americano de ajudar grupos internacionais que pratiquem aborto ou ofereçam informações e aconselhamento sobre aborto.

A política foi instituída pelo presidente republicano Ronald Reagan em 1984, banida por seu sucessor Bill Clinton, e depois restabelecida em 2001 por George W. Bush, em uma de suas primeiras ações como presidente.

Nesta quinta-feira, Obama manifestou seu compromisso com a defesa do direito ao aborto. "Continuo determinado a proteger a liberdade das mulheres de escolher" entre ter um filho, ou não, declarou, em nota divulgada por ocasião do 36º aniversário de uma decisão histórica da Suprema Corte sobre o direito ao aborto nos EUA.

A data "nos lembra que essa decisão não apenas protegeu a saúde das mulheres e a liberdade de reprodução, mas simboliza um princípio maior: que o governo não tem de se intrometer nos assuntos familiares mais íntimos", justificou, marcando, mais uma vez, sua diferença em relação ao antecessor, George W. Bush.

A opinião pública norte-americana sobre o aborto tem sido estável nas últimas décadas, com pesquisas quase sempre mostrando uma maioria estreita a favor da legalidade do procedimento em todos ou na maioria dos casos.

(Com informações da Reuters e Agência Estado)

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