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Obama disposto a fazer concessões a adversários para ver aprovado plano econômico

O presidente Barack Obama se esforça novamente nesta segunda-feira para retirar a economia americana da crise, ao anunciar a intenção de fazer concessões aos adversários para poder aprovar o quanto antes um plano de recuperação submetido ainda hoje ao Senado.

AFP |

Cinco dias depois de sua aprovação pela Câmara dos Representantes, o Senado examina, a partir desta segunda-feira, o plano de recuperação, que tem como primeiro objetivo salvar ou criar três a quatro milhões de empregos nos Estados Unidos.

Apesar do agravemento da crise, os democratas, em maioria nas duas câmaras do Congresso, e seus adversários republicanos, permanecem divididos sobre o conteúdo do plano.

Divergências persistem entre democratas e republicanos, e também entre o governo e o Congresso, segundo admitiu o próprio Obama na manhã desta segunda-feira. No entanto, "o que não podemos fazer é deixar divergências menores impedir o progresso rápido deste plano", advertiu o presidente americano.

Nenhum republicano votou a favor do projeto aprovado pela Câmara dos Representantes.

O texto do Senado é diferente, mas as críticas republicanas persistem. Segundo os republicanos, algumas disposições do plano não ajudarão a estimular rapidamente a economia, e nem a criar empregos. Eles pedem mais cortes de impostos.

O líder da minoria republicana do Senado, Mitch McConnell, criticou a polêmica cláusula "Compre América" do pacote, que proibiria a compra de aço e ferro estranjero para projetos constantes do plano.

A Câmara baixa aprovou um plano de recuperação de 819 bilhões de dólares. O projeto do Senado está mais próximo dos 890 bilhões, num momento em que o déficit público dos Estados Unidos deve ser superior a um trilhão de dólares.

Os republicanos pedem agora com mais insistências medidas para resolver as crises imobiliária e do crédito.

"Nenhum republicano aprovará o projeto atual", avisou a senadora republicana Kay Bailey Hutchison em declarações ao canal CNBC.

Obama, que se esforçou muito na semana passada - sem sucesso - para convencer os republicanos a aprovarem o plano, expressou a vontade de levar os argumentos de seus detratores em consideração.

"O que importa é que este plano seja aprovado. Empreendi uma ação excepcional de aproximação para os republicanos porque eles têm algumas boas ideias, e quero me assegurar de que estas ideias sejam levadas em conta", declarou Obama domingo.

"Quando o plano final estará diante do Senado, ele receberá um apoio significativo", afirmou.

Nesta segunda-feira, Obama recebeu na Casa Branca Jim Douglas, o governador do estado de Vermont. Douglas é republicano e vice-presidente da associação dos governadores republicanos. Ele é um dos governadores que defendem a aprovação do plano. Obama não deixou de ressaltar que "frente aos efeitos devastadores que a retração da economia tem no terreno", os estados serão beneficiados pelo plano.

Obama ainda recebe na tarde desta segunda-feira na Casa Branca os dirigentes do Congresso.

lal/yw

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