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Obama deve alertar que só gasto pesado evita recessão

O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deve alertar hoje que apenas gastos pesados para sacudir a economia poderão evitar uma recessão que dure anos e uma taxa de desemprego de dois dígitos, de acordo com cópia antecipada do seu discurso, previsto para as 14h (de Brasília). Obama deve afirmar em seu discurso que os custos econômicos de não lançar um pacote maciço de estímulos, mesmo diante de uma previsão de déficit orçamentário superior a US$ 1 trilhão este ano, podem ser ainda piores.

Agência Estado |

"Eu não acredito que é tarde demais para mudar o curso, mas será se não tomarmos medidas dramáticas logo que possível. Se nada for feito, esta recessão pode durar anos", afirma o texto do discurso.

"A taxa de desemprego pode atingir dois dígitos... Nosso país pode perder a vantagem competitiva que tem servido como base para nossa força e permanência no mundo. Em resumo, uma situação ruim pode se tornar dramaticamente pior."

O Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO) prevê que o déficit do governo federal do país alcance US$ 1,186 trilhão no ano fiscal de 2009, iniciado em 1º de outubro do ano passado. A previsão não leva em conta os planos de Obama de gastos para estimular a economia, que os democratas esperam adotar até meados de fevereiro.

Em seu discurso hoje na Universidade George Mason University, nos subúrbios de Virginia, Obama deve afirmar que os gastos de estímulo "certamente aumentarão o déficit orçamentário no curto prazo". "Mas igualmente certas são as consequências de fazer pouco ou nada, porque isso levará a um déficit ainda maior de emprego, renda e confiança na economia", afirma o texto do discurso.

"É por isso que precisamos agir corajosamente e agir agora para reverter esses ciclos", deve argumentar Obama, sustentando que seu plano irá preservar ou criar três milhões de empregos.

Em entrevista ontem à rede CNBC, ao ser questionado sobre o valor do plano, Obama disse que "vimos variações de US$ 800 (bilhões) a US$ 1,3 trilhão e nossa atitude é que, dado o processo legislativo, se começarmos perto do piso disso, veremos como irá se desenvolver". As informações são da Dow Jones.

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