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Obama desvela ambicioso plano para transformar economia dos EUA

Paco G.Paz.

EFE |

Washington, 6 dez (EFE).- O presidente eleito Barack Obama deu hoje novos detalhes do plano de estímulo para transformar a economia de Estados Unidos, com um investimento histórico em infra-estrutura e com o objetivo de salvar ou criar 2,5 milhões de empregos.

Os novos detalhes do plano são divulgados em um momento muito delicado para a economia americana que, como se soube ontem, perdeu em novembro 533 mil empregos, com o que já se chega a um total de 1,9 milhão de postos de trabalho perdidos em 2008.

O novo Governo tem sobre a mesa um ambicioso pacote de investimento público, apesar de alguns analistas já terem começado a questionar se o que a maior potência do mundo realmente necessita é um plano de estímulo, ou uma transformação total, com a criação de novos setores econômicos e o investimento em educação.

Para sair da depressão atual em que a economia se encontra, Obama propõe um plano de ação imediata, com um pacote de medidas de recuperação econômica que repousará, como ocorreu durante a Grande Depressão, no investimento público.

Apesar dos detalhes dados hoje, o montante total do plano continua sendo uma incógnita.

Para Bernard Baumohl, analista do Economic Outlook Group, é "crítico o lançamento de um plano da ordem de entre US$ 500 e US$ 800 bilhões em investimentos que tenham um efeito multiplicador", explicou hoje no "Wall Street Journal".

Nesse sentido, o analista propõe os investimentos em infra-estruturas e a transferência de fundos às cidades, duas idéias previstas no plano de Obama.

Basicamente, o plano do presidente eleito é salvar ou gerar dois milhões e meio de empregos, através de investimentos em infra-estruturas, educação e novas energias.

Concretamente, a equipe de Governo quer lançar o plano de infra-estrutura mais ambicioso desde a década de 50, o que permitirá criar postos de trabalho nas empresas de construção de todo o país.

"Vamos inverter o dinheiro de seus impostos em maneiras novas e mais inteligentes, e vamos pôr uma regra singela: ou usa ou perde.

Se um Estado não atua rapidamente para investir em estradas e pontes em suas comunidades, perderão o dinheiro", disse Obama.

"Vamos reparar escolas, faremos com que sejam eficientes energeticamente e poremos computadores novos em nossas salas de aula, para que nossas crianças possam competir em uma economia do século XXI, necessitamos enviá-los a escolas do século XXI", destacou o democrata.

Em paralelo, segundo ele, será criado um "corredor informático" em todo o país, porque é "inaceitável que os EUA, a nação que inventou internet, ocupem a posição número 15 no mundo on-line".

O plano também contempla investimentos em matéria de energias alternativas, e prevê a construção de edifícios mais eficientes do ponto de vista energético, e a substituição dos sistemas de calefação e iluminação dos edifícios públicos.

Em seu discurso radiofônico, Obama lembrou dos números de desemprego divulgados ontem, que, de acordo com ele, se traduzem em situações de "ansiedade e frustração crescente" em milhões de famílias desempregadas.

No entanto, o presidente eleito, que tomará posse em 20 de janeiro, convidou os cidadãos a olhar o futuro com otimismo.

"Enfrentamos momentos difíceis antes. E, em cada momento, nos levantamos para enfrentar o desafio, como um povo unido por um sentido de propósito comum. E eu sei que os americanos podem se levantar mais uma vez", assinalou.

Obama antecipou hoje que o novo plano, sobre o qual se conhecerão mais detalhes nos próximos dias, será apresentado ao Congresso quando retomadas as sessões em janeiro.

"Precisamos atuar com a urgência que este momento requer para salvar ou criar pelo menos dois milhões e meio de empregos para que os quase dois milhões de americanos que perderam seu trabalho saibam que têm um futuro pela frente", frisou Obama. EFE pgp/rr

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