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Obama conquista 1ª vitória política com aprovação de plano econômico

Washington, 14 fev (EFE).- O presidente americano, Barack Obama, conquistou neste final de semana sua maior vitória política desde que chegou à Casa Branca, há três semanas, e prepara a promulgação de um plano de estímulo econômico com o qual buscar tirar os Estados Unidos da crise financeira mais grave em oito décadas.

EFE |

"Este passo histórico não é a última coisa que faremos para reencaminhar nossa economia", disse Obama em discurso de rádio. "É o começo", acrescentou.

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que a legislação aprovada na sexta-feira no Congresso "não chegará à escrivaninha do presidente" antes de segunda-feira, porque há bastante tramitação de papéis envolvida.

O programa, que recebeu o apoio de somente três republicanos no Senado, tem um custo de US$ 787 bilhões e foi ratificado menos de quatro meses depois que o Congresso destinou US$ 700 bilhões a um plano de ajuda financeira que, na época, foi qualificado de crucial.

No ano passado, a economia dos Estados Unidos, que entrou em recessão em dezembro de 2007, perdeu quase 2,7 milhões de postos de trabalho e continua mergulhada na incerteza, com fechamentos de empresas, falências de bancos, execuções hipotecárias, e dois conflitos no exterior prolongados.

Obama tentou negociar para obter o apoio da minoria republicana no Congresso, mas, no fim, a legislação foi aprovada com os votos de 246 democratas e a oposição de 183 republicanos na Câmara Baixa.

No Senado, o resultado foi de 60 votos a favor - 57 democratas e três republicanos - e 38 contra, todos do partido opositor.

Os democratas acreditam que o programa salvará ou criará 3,5 milhões de postos de trabalho.

O elemento que acabará consumindo mais recursos é a restituição de US$ 400 em impostos para cada contribuinte - US$ 800 para casais -, e um auxílio de US$ 250 aos aposentados, veteranos incapacitados e outras pessoas que não pagam tributos em cima dos salários.

Os republicanos, fiéis à sua ideologia contrária à ampliação do papel do Estado e favorável à austeridade fiscal, acreditam que a legislação contém muitos gastos governamentais, e que poucos deles estimularão a economia.

Nos últimos oito anos de gestão republicana, a dívida nacional dos Estados Unidos dobrou, e o orçamento federal, que registrava superávit quando George W. Bush chegou à Casa Branca, terminará este período fiscal -o último orçado pela Administração republicana- com um déficit de quase US$ 1 trilhão.

O programa também destina bilhões de dólares a obras de infraestrutura, e a fundos de ajuda aos Governos estaduais que pagam seguro-desemprego.

O número de pessoas que recebem este último benefício supera os 4,5 milhões, o maior desde a recessão de 1982.

Outro aspecto da legislação, detalhada em um documento com mais de mil páginas, é uma restrição nas bonificações pagas aos executivos de maior hierarquia e aos 20 funcionários de maior categoria nos bancos e empresas que receberam mais de US$ 500 milhões em ajuda governamental.

A Administração Obama ainda precisa alocar a outra metade dos US$ 700 bilhões do pacote aprovado pelo Congresso em outubro.

Na época, o Governo Bush informou que usaria os recursos para limpar os balanços bancários de ativos com pouca liquidez, mas acabou utilizando o dinheiro para capitalizar bancos, financeiras e seguradoras.

Isso gerou muitas críticas, porque as instituições que receberam a ajuda passaram a comprar outros bancos, ou pagaram altíssimos dividendos aos acionistas e bônus aos executivos, em vez de disponibilizar o dinheiro para empréstimos a consumidores e empresas.

A lei que Obama promulgará também restringe as gratificações que poderão ser concedidas aos principais executivos e aos dez funcionários de maior hierarquia nas firmas que receberem entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões do Governo. EFE jab/db

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