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WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira, no primeiro dia de seu mandato, o congelamento dos salários de seus principais funcionários na Casa Branca. Neste momento de dificuldades econômicas, as famílias americanas são obrigadas a apertar os cintos, e é o que Washington deveria fazer também, declarou Obama ante os membros de sua administração no Executive Office Building, a dois passos da Casa Branca.

"É por isso que decreto o congelamento dos salários de meus principais assessores na Casa Branca", prosseguiu.

"Algumas das pessoas que estão aqui serão diretamente afetadAs pela medida, e quero que saibam que agradeço a boa vontade delas", acrescentou.

Obama também se comprometeu nesta quarta-feira a promover uma "nova era de transparência" em sua administração.

"Houve segredos demais nesta cidade durante muito tempo", afirmou. "As regras antigas diziam que se existissem argumentos defensáveis para não revelar alguma coisa aos americanos, esta coisa não seria revelada. Esta era acabou", sentenciou.

"Eu mesmo, como presidente, me conformarei às novas normas de transparência", garantiu.

Além disso, Obama proibiu a seus funcionários trabalharem para grupos de pressão à Casa Branca. "A partir de hoje, os lobistas serão submetidos a limites mais rígidos do que sob qualquer outra administração da história" dos Estados Unidos, advertiu, referindo-se aos funcionários dos vários grupos de pressão que mantêm constantes relações com a administração e o Congresso.

"Um ex-lobista que entrar na minha administração não terá o direito de trabalhar nos assuntos sobre os quais trabalhava antes, ou para um ministério com o qual esteve em contato nos dois últimos anos", avisou o presidente.

"E quando deixar a função pública, ele não terá o direito de exercer o cargo de lobista enquanto eu estiver na presidência", acrescentou.