Por Matt Spetalnick e Jeff Mason WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, buscava no sábado mais apoios para seu plano de socorro à economia, no mesmo dia em que defendeu o indicado ao governo após problemas tributários que podem impedir a confirmação pelo Senado.

Na segunda mensagem semanal de rádio desde que assumiu o poder, Obama prometeu diminuir os gastos dos norte-americanos com hipotecas por meio de um novo plano que, segundo ele, será anunciado em breve e ajudará a ressuscitar o sistema financeiro e retomar novamente o fluxo de crédito.

Mas, enquanto combate a crise econômica cada vez mais profunda, Obama enfrenta um novo problema político: a notícia de que Tom Daschle, escolhido para comandar a reforma do sistema de saúde do país, deixou de pagar mais de 128 mil dólares em impostos.

Esse é o problema mais recente de Obama na tentativa de completar seu gabinete e se concentrar nas prioridades de seu governo. O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, também enfrentou críticas após sua indicação por atrasar o pagamento de 34 mil dólares em impostos.

A Casa Branca afirmou que Obama ainda espera que Daschle, ex-líder da maioria democrata no Senado e um de seus apoiadores mais antigos, seja confirmado como secretário de Saúde.

"O presidente tem confiança de que o senador Daschle é a pessoa certa para liderar a luta pela reforma do sistema de saúde", disse o secretário de imprensa de Obama, Robert Gibbs, quando a notícia saiu. A Casa Branca reiterou essa posição neste sábado.

Daschle recentemente retificou declarações tributárias para pagar de volta impostos, juros e multas sobre receitas não declaradas de consultoria, contribuições de caridade e sobre o uso de um carro fornecido por um importante empresário e financiador dos democratas.

Os republicanos podem usar os problemas tributários de Daschle para tentar atrasar sua confirmação, já que preencher seu posto para reformar o sistema de saúde não é considerado tão urgente como a entrada do novo chefe do Tesouro para liderar a política econômica.

Obama fez da prestação de contas um dos principais pontos de seu governo desde a eleição, ganha com uma plataforma que prometia mudanças radicais nos hábitos de Washington.

Com o combate à crise econômica e financeira como prioridade número um de sua recém-iniciada administração, Obama pediu que o Senado apoie o pacote de estímulo econômico aprovado pela Câmara na semana passada.

Mas com a piora das condições econômicas, o presidente disse que novas estratégias devem vir para curar os problemas do país.

"Meu secretário do Tesouro, Tim Geithner, vai anunciar logo uma nova estratégia para ressuscitar nosso sistema financeiro, que faça o crédito voltar a fluir para as empresas e as famílias" disse Obama.

"Vamos ajudar a diminuir os gastos com hipotecas e ampliar os empréstimos para as pequenas empresas, para que elas possam gerar empregos."

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