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Obama assina pacote e avalia ajuda a montadoras nesta semana

Washington, 16 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prepara-se hoje para enfrentar uma semana cheia de viagens e centrada na economia, na qual assinará o plano de estímulo aprovado pelo Congresso e receberá os projetos de viabilidade do setor automotivo.

EFE |

Obama retornou a Washington, após passar o fim de semana com a mulher, Michelle, e as filhas, Malia e Sasha, em Chicago, aonde voltou pela primeira vez desde que assumiu o cargo em 20 de janeiro.

Segundo a Casa Branca, durante a semana, ele terá diversas reuniões de caráter privado, cujo conteúdo não foi revelado.

O governante ratificará amanhã em Denver, no Colorado, o plano de estímulo econômico, na primeira etapa de uma viagem que o levará a visitar os estados mais afetados pela crise.

Com um valor final de US$ 787 bilhões, o plano se concentrará em aumentar as despesas em infraestrutura, a tentativa de criar de 3 milhões a 4 milhões de empregos e reduções tributárias.

Apesar das injeções econômicas de centenas de bilhões de dólares feitas pelo Tesouro americano e pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA), cerca de 3 três milhões de pessoas já perderam seus empregos nos Estados Unidos desde que começou a recessão econômica.

O plano amplia de 26 para 46 semanas o período de subsídios para desempregados, mas ainda aumenta este prazo até 59 semanas, nos estados com taxas mais altas de desemprego.

Também aloca bilhões de dólares aos fundos de ajuda dos Governos dos estados que pagam os subsídios para desempregados, ao mesmo tempo em que autoriza recursos para as administrações estaduais, que, em sua maioria, enfrentam déficits orçamentários.

Por outra parte, o plano prevê cortes tributários de US$ 400 para indivíduos e até US$ 800 para casais, até 2010, de acordo com seus salários.

Entre os beneficiados, aqueles que comprarem uma casa pela primeira vez neste ano poderão receber um crédito tributário de US$ 8 mil, US$ 500 a mais do que autoriza a lei atual, enquanto os universitários terão crédito de até US$ 2,5 mil em sua matrícula e demais despesas com educação, como compra de livros e de computadores.

A lei que Obama promulgará também limita os bônus dos executivos principais e dos dez funcionários de hierarquia mais alta nas firmas que receberem entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões do Governo.

Em seu discurso radiofônico semanal, Obama classificou a aprovação do plano como um passo histórico "rumo à recuperação" dos EUA e se comprometeu a "começar a fazer imediatamente os investimentos necessários para que o povo volte a trabalhar".

Os analistas consideram que o pacote de medidas demorará a surtir efeito, mas, apesar de não frear a perda de empregos imediatamente, permitirá que se reative a economia até o fim de 2009.

Além disso, amanhã as companhias automobilísticas apresentarão seus planos de viabilidade e amortização dos empréstimos para receber ajuda federal.

General Motors e Chrysler, duas das três gigantes do setor automotivo americano, entregarão seus projetos iniciais de reestruturação ao Departamento do Tesouro.

Ambas as empresas esperam obter o sinal verde para receber ajudas federais que lhes permitam reduzir suas dívidas financeiras e continuar suas operações.

Ainda nesta semana, também é previsto que Obama nomeie um grupo de analistas para supervisionar a reestruturação do setor, após desistir da ideia de designar uma única pessoa para intermediar entre Governo, indústria automotiva, sindicatos e outras partes envolvidas, como propusera seu antecessor, George W. Bush.

Esta comissão incluirá funcionários dos departamentos de Tesouro, Trabalho, Transporte, Comércio e Energia, o Conselho Econômico Nacional e a Agência de Proteção Ambiental.

Os trabalhos desta comissão serão supervisionados pelo secretário do Tesouro, Tim Geithner, e pelo diretor do Conselho Nacional Econômico, Larry Summers. EFE elv/jp

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