Não podemos, não devemos e não deixaremos nossa indústria automotiva desaparecer, prometeu nesta segunda-feira o presidente norte-americano Barack Obama ao apresentar na Casa Branca um plano de resgate do setor.

Obama advertiu, no entanto, que "há empregos que não poderão ser salvos e fábricas que não reabrirão" e que as montadoras General Motors e Chrysler, auxiliadas com recursos públicos, deverão tomar "decisões difíceis".

"Este setor é mais do que nenhum outro, um símbolo do espírito norte-americano e um símbolo do êxito dos Estados Unidos", considerou Obama. "É um dos pilares de nossa economia", acrescentou.

Neste sentido, Obama considerou que o setor automotor deverá realizar um esforço "sem precedentes".

Caso General Motors e Chrysler não apresentem planos que permitam o retorno da rentabilidade, é possível que precisem recorrer ao processo de bancarrota "como um mecanismo para ajudá-las a se reestruturar rapidamente e emergir fortes".

Se essa opção for empregada, essas empresas poderão "sanar antigas dívidas que estão pesando sobre elas para voltarem para aos trilhos", ressaltou Obama.

Para ajudar os fabricantes a sobreviver, "será necessário um esforço sem precedentes de todas as partes (...) para que a indústria automotora supere esta época de dificuldades".

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