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Obama apoia princípio de acordo sobre plano de estímulo

Washington, 7 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu hoje seu apoio ao princípio de acordo alcançado no Senado sobre o plano de estímulo econômico.

EFE |

"Os democratas e os republicanos aproximaram suas posições no Senado e responderam de forma apropriada à urgência pedida por este momento", disse Obama, na mensagem presidencial dos sábados.

Na sexta-feira, foi divulgado que, em janeiro, houve a perda de quase 600 mil empregos no país, mas Obama disse que está satisfeito pelo fato de o dia ter acabado "de forma positiva", com o anúncio do princípio de acordo.

Após dias de negociações, um grupo de senadores dos dois partidos decidiu tirar cerca de US$ 110 bilhões de despesas e cortes tributários do projeto de lei inicial, e depois três legisladores republicanos prometeram dar apoio.

Os democratas contam com 58 votos no Senado, frente aos 41 dos republicanos, mas precisam de pelo menos 60 cadeiras para superar um possível bloqueio do voto com táticas dilatórias por parte do partido da oposição.

O texto atual do projeto prevê usar cerca de US$ 827 bilhões em dois anos para reaquecer a economia americana, que está em recessão desde dezembro de 2007.

Em seu discurso, Obama disse que "o tamanho e o alcance do plano são corretos e a hora de agir é agora".

"Se não agirmos rapidamente para colocar este plano em movimento, nossa crise econômica pode se transformar em uma catástrofe nacional", alertou.

Na Câmara de Representantes (Câmara Baixa), nenhum republicano votou a favor do projeto de lei e, no Senado, a maioria deles ainda é contra, porque acredita que o volume é excessivo e que deveria ser focado em baixar os impostos, em vez de aumentar os gastos públicos.

"Não podemos confiar em uma fórmula perdedora que só oferece baixas tributárias como a resposta de todos nossos problemas, ao mesmo tempo em que faz pouco caso de nossos desafios econômicos fundamentais", afirmou Obama.

Entre esses desafios, citou o alto custo dos serviços de saúde, o estado precário das escolas, as infraestruturas deficientes e a "dependência" dos Estados Unidos ao petróleo estrangeiro.

Para convencer não só o Congresso, mas o país, da necessidade de seu plano de estímulo, Obama manterá sessões públicas de perguntas e respostas com moradores de Elkhart (Indiana), na segunda-feira, e de Fort Myers (Flórida), na terça-feira.

Em Elkhart, a taxa de desemprego disparou acima de 15% e, em Fort Myers, chega a 10%, números muito superiores à média nacional de 7,6%. EFE cma/an

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