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Obama aconselha que diretores de montadoras mudem de método ou peçam demissão

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou neste domingo, em Chicago, que os diretores das montadoras devem escolher entre mudar seus métodos - se quiserem se beneficiar da ajuda pública - ou então pedir demissão de seus cargos.

AFP |

"Devemos ter uma indústria automotiva que compreenda que não pode continuar trabalhando da mesma maneira", afirmou Obama durante uma coletiva de imprensa, referindo-se ao modelo econômico superado dos três grandes construtores de automóveis americanos, General Motors, Ford e Chrysler.

"Se os diretores atualmente em função não entenderem a emergência da situação e não quiserem fazer escolhas difíceis e se adaptar às novas circunstâncias, então deverão se afastar", acrescentou Obama.

"Por outro lado, se quiserem, se forem capazes de se mostrar comprometidos a realizar mudanças importantes, então é diferente".

Obama também reafirmou sua oposição a declaração de falência dos fabricantes automotivos, insistindo em exigir deles sua reestruturação em troca da ajuda pública.

O presidente eleito respondeu assim à pergunta de um jornalista sobre se estava de acordo com um comentário do senador democrata Chris Dodd, que considerou neste domingo que o diretor executivo da General Motors, Rick Wagoner, poderia ser substituído à frente da montadora.

"Creio que se deve considerar uma nova liderança. Se for preciso fazer uma reestruturação, me parece que é necessário formar uma nova equipe", afirmou Dodd ao canal CBS. "Acho que ele deve começar a fazer outras coisas".

Líderes do Congresso e dirigentes da Casa Branca disseram no sábado que estavam trabalhando num acordo de empréstimo de pelo menos 15 bilhões de dólares para dar suporto às montadoras.

O senador democrata por Michigan, Carl Levin, confirmou neste domingo que o Congresso visa à criação de um cargo equivalente ao de um "tzar do automóvel", que teria a função de vigiar a reestruturação do setor.

Esse "tzar", que estaria subordinado ao departamento de Comércio, deverá assegurar que "as condições de uso do dinheiro sejam respeitadas, que tenha uma autêntica vigilância e que de tudo isso sairá uma indústria mais reduzida e mais verde", acrescentou Levin ao canal Fox.

str/cn

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