O movimento olímpico receberá 4,5 bilhões de dólares de distintos direitos pelos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, uma fortuna da qual o Comitê Olímpico Internacional (COI), após a divisão dos recursos, ficará com uma pequena parte.

Os recursos que vêem da venda dos direitos de retransmissão televisiva compõem a metade da receita do movimento olímpico (cerca de 53%), diante da contribuição dos patrocinadores (34%), da venda de entradas (11%) e da venda de produtos (2%).

O COI recebe apenas 8% do total, enquanto que o restante vai para os Comitês de Organização dos Jogos Olímpicos (inverno/verão) do período - que dura quatro anos -, e em uma menor parte as federações dos esportes e dos Comitês Olímpicos nacionais.

Também uma pequena parte é destinada ao Comitê Internacional Paraolímpico e para Agência Mundial Antidoping (AMA).

Desde 1984, os Jogos passaram a fazer parte de um sistema de intenso patrocínio e presença midiática, graças a uma política desenvolvida pelo espanhol Juan Antonio Samaranch, que provou ser um bom estrategista em termos de marketing.

Quatro anos depois de assumir a presidência do COI, Samaranch criou o sistema TOP (The Olympic Partner). Sob estas siglas estão reunidos os principais patrocinadores, entre eles Coca-Cola, Visa, Panasonic, Kodak, McDonald's e Samsung, mas também empresas chinesas como Lenovo (filial da IBM). Todas elas pagam um alto preço para poder utilizar durante quatro anos os cinco anéis olímpicos.

A fatura global desse período ascende a 866 milhões de dólares, para ser empresas oficiais nesses anos, incluídos os Jogos de Inverno de Turim-2006 e os de verão de Pequim-2008.

A cifra atual é dez vezes maior que a alcançada pelo sistema TOP em seu primeiro período de vigência, nos Jogos de Seul e Calgary.

Os Comitês de Organização têm seus próprios patrocinadores.

Os 35 do Comitê dos Jogos de Pequim (BOCOG) também esperam situar-se em boa posição no mapa comercial, já que contam com o patrocínio de empresas chinesas, e também multinacionais como as alemãs Adidas e Volkswagen, que vêem sua participação uma maneira eficaz de entrar no atraente e emergente mercado chinês.

Ademais de sua contribuição financeira, os BOCOG facilitam material e equipamentos para os Jogos, como, por exemplo, os 5.000 automóveis postos à disposição pela Volkswagen ou os uniformes dos 40.000 voluntários pela Adidas.

O presidente da marca esportiva alemã, Herbert Hainer, descreveu recentemente os Jogos de Pequim como "a melhor oportunidade que jamais tivemos para nos estabelecer na região".

cha/nh/cn/

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.