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O ABC do crack das Bolsas

O crack da Bolsa, um conceito que reapareceu nos mercados nos últimos dias, é uma baixa súbita e precipitada das ações que afeta um mercado financeiro ou vários deles.

AFP |

Uma de suas principais características é o efeito de pânico que faz com que todos os investidores vendam suas ações ao mesmo tempo, gerando assim uma espiral apavorante.

Não há uma definição econômica precisa de crack, mas, na prática, esta expressão pode ser aplicada a uma baixa das cotações de mais de 20% em poucos dias.

As fortes quedas observadas nos mercados nos últimos dias se aproximam deste nível, alimentando as comparações com os precedentes históricos de 1929 e 1987.

Mas estes dois eventos foram muitos diferentes. A atividade se recuperou rapidamente após o craque de outubro de 1987, enquanto a grande depressão de 1929 se traduziu em vários anos de recessão econômica, desemprego e miséria, que desembocaram na II Guerra Mundial.

A derrubada das Bolsas em outubro de 1929 aconteceu após a explosão de uma bolha especulativa que levou milhões de americanos a comprar ações através de fundos de investimentos, os "trust funds", que faliram um atrás do outro.

Segunda-feira 28 de outubro de 1929, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York caía 13%, com uma nova queda de 12% no dia seguinte ("terça-feira negra"). No fim de novembro, havia perdido a metade de seu valor e continuou caindo nos meses seguintes.

Em meados de 1932, perdeu cerca de 90% em relação a seus níveis anteriores ao craque e foi recentemente em 1954 que conseguiu superá-lo novamente.

Foi depois da II Guerra Mundial, em 1945, que a economia internacional voltou a encontrar o caminho de um crescimento sustentável, até os anos 70 e o novo craque de 1987.

Foi naquele ano, outra vez em uma segunda-feira de outubro, em 19, que o Dow Jones de Wall Street caiu 23% em uma única sessão, a maior registrada nesta Bolsa em toda sua história. A maioria dos mercados mundiais seguiu seus passos.

Mas este crack, agravado por problemas técnicos (de informática) nos pedidos, não se reproduziu no tempo. Os índices subiram rapidamente e dois anos mais tarde o Dow Jones recuperou seus níveis anteriores à queda.

Mais recentemente, as Bolsas mundiais atravessaram momentos difíceis, em 1997, durante a crise asiática, em 1998, durante a quebra do fundo especulativo LTCM após a crise russa, em 2000, durante a explosão da bolha da internet e, em 2001, após os ataques terroristas nos Estados Unidos, mas elas não se prolongaram por tanto tempo.

doc-ds/lm

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